
O mais recente levantamento do Paraná Pesquisas mostra um cenário político que deve preocupar o Palácio do Planalto. Jair Bolsonaro (PL), mesmo alvo de processos, inquéritos e críticas constantes de adversários e setores do STF, não apenas resiste, como mantém crescimento eleitoral. O chamado efeito “fermento” parece se confirmar: quanto mais perseguido, mais o ex-presidente cresce nas intenções de voto.
Segundo a pesquisa, Bolsonaro aparece com 35,2% contra 34,8% de Lula, em empate técnico no primeiro turno. No segundo turno, o ex-presidente venceria o petista por 44,4% a 41,5%. A força eleitoral não se restringe a ele: Michelle Bolsonaro também derrotaria Lula, por 43,4% a 42,3%, revelando que a ex-primeira-dama desponta como liderança política consolidada. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), registra empate rigoroso: 41,9% a 41,9% com Lula.
O estudo ouviu 2.020 eleitores, em 163 municípios, entre 17 e 21 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O detalhe chama atenção: Lula só vence em uma região, o Nordeste. No restante do país, o petista é superado ou se mantém atrás. A pesquisa revela, portanto, que o discurso de perseguição política tem se transformado em combustível eleitoral para Bolsonaro e que a sucessão de 2026 poderá ser marcada por uma disputa ainda mais acirrada do que em 2022.


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