
Seria exagero afirmar que a base aliada do governo Lula da Silva está ruindo? Depende. Se a régua for a eleição da presidência da CPMI do INSS, a resposta é SIM, em letras maiúsculas. O governo perdeu de forma fragorosa porque foi simplesmente abandonado por seus próprios aliados — que, em vez de garantir quórum, deram o clássico “bolo” e deixaram Omar Aziz (PSD-AM) e Ricardo Ayres (Republicanos-TO) sem a presidência e relatoria.
O vexame foi tamanho que até o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia parabenizado antecipadamente Aziz e Ayres nas redes sociais, como se a vitória fosse favas contadas.
Mas não foi. A ausência de nomes de peso do governismo, como os senadores Cid Gomes (PSB-CE), Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM), além dos deputados Rafael Brito (MDB-AL), Bruno Farias (Avante-MG) e Mário Heringer (PDT-MG), selou a derrota.
Aziz, que chegou a posar para fotos e dar entrevistas como “presidente eleito”, saiu humilhado. O mico foi coletivo: até Hugo Motta, entusiasmado, havia anunciado o relator governista antes mesmo da votação.
O resultado? A oposição emplacou o senador Carlos Viana (Pode-MG) na presidência e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) na relatoria. Agora, a investigação do maior escândalo de corrupção contra aposentados e viúvas do INSS está nas mãos da oposição.
E o que isso significa?
A CPI vai andar.
Não haverá blindagem aos envolvidos no esquema que saqueou os velhinhos.
O sindicato do irmão de Lula será alvo direto, e até Frei Chico, histórico aliado petista, será convocado.
Se a base governista tivesse vencido, seria só mais uma CPMI fadada a terminar em pizza. Com a derrota, o Planalto perdeu o controle da narrativa e a oposição ganhou carta branca para expor, sem filtros, a podridão por trás do roubo dos aposentados.
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