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Política CPMI do INSS

Oposição dá xeque-mate e toma comando da CPMI do INSS: como o governo perdeu o controle

Em uma virada dramática, opositores elegem Carlos Viana presidente e Alfredo Gaspar relator da CPMI que apura o maior roubo da história do INSS — o governo sofre sua primeira derrota por falha de articulação

20/08/2025 às 19h52 Atualizada em 21/08/2025 às 09h44
Por: Douglas Ferreira
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Como um bom mineiro Carlos Viana saiu comendo Aziz pelas beradas e levou a presidência da CPMI - Foto: Reprodução
Como um bom mineiro Carlos Viana saiu comendo Aziz pelas beradas e levou a presidência da CPMI - Foto: Reprodução

Num ato que beira a jogada de mestre, a oposição conquistou o que parecia impossível: elegeu o presidente e o relator da CPMI que investigará o bilionário esquema de fraudes no INSS, acusado de lesar aposentados e pensionistas em até R$ 6,4 bilhões entre 2019 e 2025. O senador Carlos Viana (Podemos/MG) foi eleito com 17 votos contra 14 do candidato governista Omar Aziz (PSD/AM), apoiado por Davi Alcolumbre e pelo governo federal. Em rápida reviravolta, Viana já nomeou como relator o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil/AL), bolsonarista e figura que representa o contraponto à narrativa governista.

Foi uma derrota inesperada para o governo: Aziz era o nome articulado pelo comando do Senado e pelo Planalto para controlar os rumos da investigação. A mobilização expressiva da oposição — com reuniões que se estenderam madrugada adentro — acabou desequilibrando o jogo. A CNN atribuiu a derrota a falhas de articulação do Planalto e à subestimação da capacidade de mobilização adversária.

Carlos Viana justificou seu apoio crescente nas últimas horas como reflexo do desejo de uma investigação isenta e efetiva.

“Não há aqui vontade de prejudicar quem quer que seja que responda pelo INSS hoje ou no passado”, disse, prometendo transformar a comissão em ferramenta de responsabilização e prevenção a novos esquemas.

Já Omar Aziz, apesar da derrota, se comportou com elegância política, pedindo "que seja um trabalho digno".

Para a oposição, este foi “um feito que deveria ter ocorrido desde o início”, conforme palavras da líder Caroline de Toni (PL/SC):

“O povo espera pela verdade, e agora isso será possível”.

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