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Política RACHADINHAS DE MOTTA

Crise política: denúncias contra Hugo Motta ameaçam presidência da Câmara

Suspeita de assessor fantasma e esquema de rachadinha colocam mandato do deputado em xeque

18/08/2025 às 10h42
Por: Douglas Ferreira
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Hugo Motta em muito o que explicar sobre assessores fantasmas em seu gabinete - Foto: Reprodução
Hugo Motta em muito o que explicar sobre assessores fantasmas em seu gabinete - Foto: Reprodução

A permanência do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara dos Deputados enfrenta turbulências crescentes diante de duas denúncias que expõem possíveis irregularidades em seu gabinete.

Caso 1 – Assessor fantasma com função de caseiro

O parlamentar mantém em sua folha de pagamento Ary Gustavo Soares, registrado como secretário parlamentar desde 2019, com salário mensal de R$ 7.200, incluindo benefícios. A função exige dedicação exclusiva em Brasília, mas relatos de moradores e ex-trabalhadores apontam que Ary atua, na prática, como caseiro em uma fazenda de Hugo Motta, em Serraria (PB).
Até o momento, a Câmara dos Deputados não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Caso 2 – Chefe de gabinete e o suposto esquema de rachadinha

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra a chefe de gabinete de Motta, Ivanadja Velloso Meira Lima, acusada de centralizar o controle financeiro de funcionários e ex-funcionários do gabinete.

A investigação revelou que 10 assessores assinaram procurações dando a Ivanadja poderes amplos para movimentar contas bancárias, sacar valores e até receber salários em nome deles.
Em oito dessas procurações, o repasse direto dos salários foi autorizado de forma explícita. Dois servidores que concederam tais poderes ainda permanecem no gabinete do deputado.

No total, esses assessores movimentaram mais de R$ 4 milhões em remunerações, valor que pode estar vinculado a um esquema de desvio de recursos.

O fantasma de Severino Cavalcante

A crise que envolve Hugo Motta remete ao caso do ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcante, que em 2005 foi obrigado a renunciar ao cargo após denúncias de recebimento de propina para liberar concessões no restaurante da Casa. O episódio ficou marcado como um dos maiores escândalos políticos da época e serve de alerta: a pressão institucional e política pode forçar a queda de um presidente da Câmara quando as denúncias atingem níveis insustentáveis.

Pressão política

As denúncias contra Motta caem como uma bomba em meio ao início de sua gestão, fragilizando sua liderança e aumentando as comparações com o caso de Severino. Enquanto a sociedade aguarda explicações, setores da oposição já articulam formas de pressionar por uma apuração rigorosa e até mesmo pelo afastamento do deputado, caso as acusações sejam confirmadas.

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