
A publicitária brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira (24) após cair durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. Ela estava desaparecida desde sexta (20), quando sofreu uma queda de aproximadamente 500 metros em uma área de difícil acesso, sem água, comida ou agasalho. A jovem fazia um mochilão pela Ásia desde fevereiro. A confirmação da morte foi feita pela família, após o corpo ser localizado por equipes de resgate indonésias que enfrentaram nevoeiros densos, ventos fortes e terreno instável.
“Com imensa tristeza, informamos que Juliana não resistiu”, escreveu a família nas redes sociais. O drama da brasileira ganhou repercussão internacional depois que turistas espanhóis a localizaram horas após o acidente e divulgaram apelos por ajuda nas redes. Imagens de drones mostraram que ela ficou imóvel na encosta íngreme da montanha, enquanto as buscas eram dificultadas pelas condições climáticas extremas. O Monte Rinjani é uma das trilhas mais desafiadoras da Indonésia, com mais de 3,7 mil metros de altitude.
O Itamaraty divulgou nota de pesar e informou que o governo brasileiro acompanhou de perto as buscas, com atuação direta da embaixada do Brasil em Jacarta. O embaixador brasileiro chegou a contatar pessoalmente os diretores das agências indonésias de resgate e combate a desastres, que enviaram escaladores profissionais ao local. A operação de resgate aéreo chegou a ser testada, mas não avançou devido à visibilidade quase nula provocada por neblina intensa.
Esse não é o primeiro acidente fatal no Monte Rinjani. No mês passado, um turista malaio também perdeu a vida durante a escalada e, em 2022, um português morreu após cair do cume. Apesar do histórico, a trilha segue aberta ao público e atrai aventureiros do mundo inteiro. Juliana agora se torna símbolo de um alerta urgente sobre os riscos de trilhas extremas sem suporte adequado de segurança.
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