
Preocupado com a proteção do sigilo das comunicações dentro da cúpula governamental, o presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Ricardo Cappelli, decidiu iniciar um processo de licitação para a contratação de empresas nacionais que desenvolvem aplicativos semelhantes ao WhatsApp. A medida visa substituir o uso de plataformas estrangeiras para a troca de mensagens sensíveis.
Ricardo Cappelli, que assumiu a presidência da ABDI após sua passagem como secretário-executivo do Ministério da Justiça, tem expressado preocupações sobre os frequentes vazamentos de conversas por aplicativos estrangeiros. Ele vê a necessidade de desenvolver uma alternativa nacional para garantir maior segurança nas comunicações do governo e de outros poderes da União.
Recentemente, um caso envolvendo o ministro do STF, Alexandre de Moraes, destacou a vulnerabilidade desses aplicativos estrangeiros. O caso levantou questões sobre a legalidade de ações praticadas por Moraes no contexto do inquérito das fake news em 2022, evidenciando o risco de vazamentos sensíveis.
Cappelli acredita que plataformas de mensagens estrangeiras não são adequadas para o uso governamental, enfatizando a importância de adotar soluções nacionais para proteger informações críticas. "Alguém tem de ser o primeiro", declarou ao Painel S.A. da Folha de São Paulo, defendendo a necessidade de uma mudança de abordagem.
Ele também revelou que já havia considerado essa medida enquanto estava no Ministério da Justiça, onde discutia a possibilidade de contratar uma plataforma própria para as forças de segurança, incluindo a Polícia Federal. Essa proposta reflete um esforço contínuo para assegurar a integridade e a confidencialidade das comunicações oficiais.
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