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Brasil EX-MINISTRO

Delfim Netto, personagem histórico da economia brasileira, morre aos 96 anos em SP

Internado desde o dia 5 de agosto no Hospital Israelita Albert Einstein devido a complicações de saúde, Delfim Netto deixa a esposa, Gervásia Diório, a filha Fabiana Delfim e o neto Rafael.

12/08/2024 às 08h21 Atualizada em 12/08/2024 às 08h29
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

O economista, professor e ex-ministro da Fazenda, Delfim Netto, faleceu nesta segunda-feira, 12, aos 96 anos, em São Paulo. Internado desde o dia 5 de agosto no Hospital Israelita Albert Einstein devido a complicações de saúde, Delfim Netto deixa a esposa, Gervásia Diório, a filha Fabiana Delfim e o neto Rafael.

Nascido no bairro do Cambuci, em São Paulo, Delfim Netto era descendente de imigrantes italianos e foi um dos primeiros graduados em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). Seu início de carreira foi modesto, com trabalhos como auxiliar de escritório na Indústria Gessy do Brasil e no Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo.

Delfim Netto se destacou ao longo de sua vida como uma figura influente na política e economia do Brasil. Ele foi eleito deputado federal por cinco mandatos consecutivos e atuou como professor na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP. Durante a Ditadura Militar, ocupou posições-chave, como ministro da Fazenda nos governos de Costa e Silva e Médici, e ministro da Agricultura no governo Figueiredo.

Sua gestão no Ministério da Fazenda foi marcada pelo "milagre econômico" brasileiro, um período de crescimento acelerado do PIB e expansão do poder aquisitivo da classe média e do empresariado. No entanto, esse crescimento veio acompanhado de um aumento significativo da dívida externa e de uma piora na distribuição de renda, afetando negativamente os brasileiros mais pobres.

Além de sua atuação como ministro, Delfim Netto foi embaixador do Brasil na França e assumiu a Secretaria de Planejamento durante o governo Geisel. Após a redemocratização, continuou na vida pública como deputado federal e participou da Assembleia Nacional Constituinte. Nos últimos anos, escreveu sobre política e economia para veículos como a Folha de S. Paulo e a revista Carta Capital, mantendo sua influência no debate público até o fim de sua vida.

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