
Em um cenário alarmante, a dengue ultrapassou a Covid 19 como a principal causa de mortes por doenças infecciosas no Brasil em 2024. Dados do Ministério da Saúde revelam que, enquanto 5.858 pessoas perderam a vida para o coronavírus, a dengue foi responsável por 5.972 óbitos confirmados. Além disso, outras 908 mortes seguem sob investigação, o que pode elevar ainda mais os números. A epidemia de dengue também registrou um recorde histórico de casos, ultrapassando 6,4 milhões de infecções.
Os Estados com maior número de casos prováveis foram:
São Paulo: 2,1 milhões
Minas Gerais: 1,6 milhão
Paraná: 656 mil
Essa distribuição geográfica revela um impacto devastador em Estados populosos e com grande circulação de pessoas, elevando o risco de disseminação da doença.
Apesar do avanço tecnológico e do aprendizado obtido com a pandemia da Covid 19, o Brasil falhou em conter a epidemia de dengue. Especialistas apontam para a insuficiência de políticas públicas eficazes, a falta de vacinas disponíveis e a ausência de campanhas robustas de prevenção como causas principais para o aumento alarmante de casos e mortes.
Críticos acusam o governo federal de negligência, destacando a demora na distribuição de vacinas contra a dengue e a ineficiência nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Essa inércia rendeu ao presidente Lula, entre opositores, o apelido de 'presidengue'.
Pesquisa da CNM atesta que 65% dos municípios estão sem vacinas
Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) expôs um preocupante cenário de desabastecimento de vacinas em diversas regiões do Brasil. Entre os 2.895 municípios consultados, 65,8% relataram a ausência de pelo menos um imunizante em seus estoques, sendo a vacina contra a varicela (catapora) a mais mencionada entre as faltas.
Um aspecto preocupante é a aparente aceitação social dessas mortes. Enquanto a pandemia de Covid 19 gerou uma mobilização global sem precedentes, inclusive com a formação de um 'consórcio' de mídia, as mortes por dengue parecem ter sido normalizadas. A cobertura midiática tem sido tímida, e a sociedade, apática. Essa falta de reação levanta questionamentos sobre o peso dado às mortes por doenças que já possuem histórico no país.
Com o avanço da dengue e o ressurgimento de casos graves de Covid 19, especialistas alertam para a necessidade urgente de reformas estruturais na saúde pública. Mais investimentos em pesquisa, campanhas educativas e estratégias preventivas são fundamentais para evitar que o Brasil continue lidando com surtos epidêmicos ano após ano.
O governo promete acelerar a vacinação e intensificar as ações de combate ao mosquito, mas será suficiente para reverter esse cenário? O alerta para o agravamento da doença no país vem sendo alertado desde meados do ano passado. Nesse ínterim o governo pouco ou nada fez para previnir e poupar o cidadão.
A população segue atenta, esperando que medidas concretas sejam tomadas para impedir que o ano de 2025 repita os tristes números de 2024. Afinal, 'vidas importam'.
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