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Saúde VIRADA DO ANO

Fogos de artifício e o impacto nos pets: como proteger cães e gatos no fim de ano

Especialistas orientam como minimizar o impacto dos fogos de artifício no bem-estar de cães e gatos durante as celebrações de fim de ano

31/12/2024 às 08h20
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

As festas de fim de ano trazem alegria, mas também muito estresse para cães e gatos, principalmente devido aos fogos de artifício. Apesar de iniciativas que proíbem fogos sonoros em alguns lugares, esses artefatos ainda fazem parte da tradição brasileira, gerando transtornos para os animais e preocupação para seus tutores.

Proteger os pets durante esses períodos é essencial. O Conselho Federal de Medicina Veterinária recomenda que os tutores permaneçam ao lado dos animais nas celebrações, oferecendo carinho e segurança. Em situações de pânico, abraçar o pet pode ajudar a acalmá-lo, transmitindo a sensação de proteção. Além disso, é importante mantê-los em ambientes fechados, longe de áreas abertas como sacadas, onde o som dos fogos é mais intenso.

Outro cuidado é escolher um espaço adequado, que minimize o impacto do barulho. Como a audição de cães e gatos é muito mais sensível que a humana, ambientes aparentemente confortáveis para pessoas podem não ser para eles. Refúgios como caixas de transporte, casinhas ou mesmo espaços sob móveis podem ser boas opções. Nesses casos, a presença do tutor próximo é sempre recomendada.

Atividades relaxantes ao longo do dia podem ajudar os pets a gastarem energia e enfrentarem o estresse noturno com mais tranquilidade. Durante os fogos, estratégias como oferecer brinquedos seguros ou petiscos podem ser úteis para distrair os animais. Ossos e brinquedos grandes que não apresentam risco de serem engolidos são os mais indicados.

Para evitar problemas futuros, treinamentos de dessensibilização podem ser adotados ao longo do ano, ajudando os pets a lidarem melhor com os ruídos. Essa abordagem, porém, deve ser gradual e conduzida por um profissional qualificado. Em casos extremos, a medicação pode ser uma alternativa, desde que prescrita previamente por um veterinário.

Por fim, é essencial observar sinais de estresse nos animais, como respiração ofegante, orelhas baixas ou pupilas dilatadas. Especialistas recomendam manter a calma ao interagir com os pets, transmitindo confiança. “Se eles sentirem o seu medo, também ficarão assustados”, alerta Geoffrey Baldua, especialista no cuidado de animais em situações de estresse.

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