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Saúde ALZHEIMER

Fora do convencional: Conheça uma abordagem revolucionária no tratamento do Alzheimer

Um estudo recente, publicado na revista The Proceedings of the National Academy of Sciences, traz uma abordagem revolucionária que pode mudar o rumo do tratamento da doença

09/08/2024 às 07h41
Por: Douglas Ferreira
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A aposta agora é numa técnica não convencional - Foto: Reprodução
A aposta agora é numa técnica não convencional - Foto: Reprodução

A busca incansável por uma cura para o Alzheimer tem levado cientistas a explorar novos caminhos. Um estudo recente, publicado na revista The Proceedings of the National Academy of Sciences, traz uma abordagem revolucionária que pode mudar o rumo do tratamento da doença. Em vez de focar nas tradicionais placas de proteínas beta-amiloides, associadas ao Alzheimer, os pesquisadores decidiram apostar em algo diferente: aumentar as oscilações elétricas no cérebro.

Normalmente, os tratamentos para Alzheimer tentam eliminar essas placas, como fazem os medicamentos lecanemab e aducanumab. Embora esses remédios possam retardar o declínio cognitivo, eles não conseguem reverter os danos causados à memória e às funções cerebrais. O professor Istvan Mody, da UCLA, explica que esses tratamentos deixam para trás um cérebro aparentemente limpo de placas, mas ainda marcado por alterações patológicas nos neurônios.

Foi pensando em uma solução alternativa que Mody e sua equipe voltaram sua atenção para as oscilações gama, ondas cerebrais de alta frequência associadas à memória e a outras funções cognitivas. Essas ondas são frequentemente degradadas em pessoas com Alzheimer, e estudos anteriores mostraram que estimular oscilações gama externamente poderia reduzir as placas — mas, infelizmente, sem melhorias cognitivas significativas.

Desta vez, os pesquisadores adotaram uma estratégia inovadora: impulsionar as oscilações gama de dentro do cérebro, usando um composto molecular chamado DDL-920. Esse composto inibe a ação do GABA, um mensageiro químico que normalmente freia essas oscilações. O resultado? Nos testes com ratos geneticamente modificados para apresentar sintomas de Alzheimer, o desempenho cognitivo melhorou significativamente, igualando-se ao de roedores saudáveis após apenas duas semanas de tratamento.

Embora essa descoberta ainda esteja em fase experimental, sem efeitos colaterais aparentes até o momento, Mody ressalta que mais pesquisas são necessárias para confirmar sua segurança e eficácia em humanos. Se bem-sucedido, esse tratamento não só poderia revolucionar o combate ao Alzheimer, mas também abrir portas para novas terapias contra outras condições que afetam as oscilações gama, como depressão, esquizofrenia e transtornos do espectro autista.

Essa nova perspectiva traz esperança para milhões de pessoas e suas famílias, acendendo uma luz no túnel da batalha contra uma das doenças mais devastadoras da atualidade.

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