
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, marcou férias para o início de 2025. Conforme publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 17, ele estará afastado de suas funções entre os dias 2 e 21 de janeiro. Além disso, Haddad já programou um segundo período de descanso para julho, de 11 a 20, ambos autorizados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O período de descanso ocorre em um cenário econômico delicado para o Brasil. No âmbito fiscal, a Câmara e o Senado ainda não votaram o pacote de cortes de gastos do governo federal, apresentado no mês passado. O projeto, que prevê uma economia de R$ 70 bilhões em dois anos, ficou para 2025 e busca reequilibrar as contas públicas.
Além disso, o Congresso Nacional corre contra o tempo para aprovar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias e a proposta de Orçamento da União para 2025 antes do recesso parlamentar. A urgência em concluir essas votações reflete a necessidade de estabelecer as bases financeiras para o próximo ano.
No mercado cambial, a situação também preocupa. Nesta terça-feira, o dólar atingiu um pico de R$ 6,20, registrando um novo recorde nominal. A alta acontece um dia após o anúncio do pacote de gastos do governo, gerando incertezas entre investidores e pressionando o câmbio.
Mesmo com os desafios, Haddad manteve suas férias programadas, o que gerou questionamentos em meio às turbulências. Enquanto o ministro se prepara para descansar, o cenário econômico segue em alerta, aguardando definições cruciais para o futuro das contas públicas e do mercado financeiro.
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