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Saúde VACINAS

Justiça concede R$ 1 milhão à família de promotora que morreu após vacina COVID-19

Thais Possati, grávida de 23 semanas, sofreu complicações fatais após tomar a AstraZeneca, resultando em sua morte em 2021

14/12/2024 às 10h36
Por: Wagner Albuquerque
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Uma mulher grávida recebe uma dose da vacina Pfizer-BioNTech contra a COVID-19 em um centro de vacinação em Bogotá, em 23 de julho de 2021. - A Colômbia começou a vacinar mulheres grávidas com três meses de gestação ou mais - Foto de RAUL ARBOLEDA/AFP via
Uma mulher grávida recebe uma dose da vacina Pfizer-BioNTech contra a COVID-19 em um centro de vacinação em Bogotá, em 23 de julho de 2021. - A Colômbia começou a vacinar mulheres grávidas com três meses de gestação ou mais - Foto de RAUL ARBOLEDA/AFP via

A família da promotora de Justiça Thais Possati de Souza, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), será indenizada em mais de R$ 1 milhão após sua morte, junto com o bebê que estava esperando, em 2021. Thais faleceu após tomar a vacina AstraZeneca contra a COVID-19, quando estava grávida de 23 semanas. A decisão foi divulgada pela coluna Anselmo Gois, do jornal O Globo, nesta sexta-feira (6).

A sentença foi proferida pelo juiz Mauro Nicolau Júnior, da 48ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Thais tinha 35 anos quando, no dia 23 de abril de 2021, tomou a vacina. No dia seguinte, ela apresentou complicações graves, incluindo um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico associado à trombose do seio venoso, e veio a falecer em 5 de maio.

Além de ser casada, Thais deixou um filho pequeno e havia ingressado no MPRJ há menos de cinco anos. O caso gerou grande repercussão, pois, após sua morte, o Ministério da Saúde suspendeu a aplicação da vacina AstraZeneca em gestantes, embora a medida tenha sido tomada como uma precaução diante de “eventos muito raros”, conforme justificativa do governo na época.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se posicionou, no entanto, afirmando que a vacina era considerada segura para gestantes. O imunizante da AstraZeneca foi produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que na época era presidida por Nísia Trindade, atual ministra da Saúde no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em relação aos riscos para gestantes, as bulas dos três imunizantes contra a COVID-19 aplicados no Brasil alertam sobre a necessidade de orientação médica antes da aplicação, uma vez que não há estudos completos sobre o uso das vacinas nesse grupo. A bula da AstraZeneca, por exemplo, afirma que o medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. O mesmo alerta é feito para a Coronavac e a Pfizer.

O documentário “A Crise Invisível”, lançado no Brasil em setembro de 2023, aborda as reações adversas aos imunizantes contra a COVID-19. O filme reúne entrevistas com especialistas e dados sobre os efeitos adversos das vacinas, destacando histórias relevantes que, segundo seus criadores, foram ocultadas da população.

Este caso de Thais Possati de Souza destaca os riscos associados ao uso de vacinas em gestantes, bem como as consequências trágicas que podem ocorrer devido à falta de estudos mais aprofundados nesse grupo.

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