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Saúde NO PODER

Lula se recupera de cirurgia, mas permanece no cargo

Mesmo na UTI, presidente mantém comando e Alckmin assume agendas específicas

10/12/2024 às 19h18
Por: Douglas Ferreira
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Lula centraliza o poder até mesmo em momentos críticos com este - Foto: Reprodução
Lula centraliza o poder até mesmo em momentos críticos com este - Foto: Reprodução

Após uma cirurgia de emergência para a drenagem de um hematoma intracraniano, o presidente Lula da Silva (PT) permanece internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Apesar da convalescência, Lula não transferirá o exercício da Presidência ao vice, Geraldo Alckmin (PSB). A decisão foi confirmada pela assessoria do Planalto, que reforçou que o presidente continuará formalmente no cargo, ainda que Alckmin assuma compromissos institucionais.

Segundo o cardiologista Roberto Kalil Filho, médico pessoal de Lula, a operação foi bem-sucedida e as funções neurológicas do presidente estão intactas. “Lula está estável, acordado, conversando e se alimentando normalmente”, afirmou Kalil durante coletiva de imprensa. Embora a recuperação esteja progredindo bem, o presidente ficará na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) por até três dias, com o uso de dreno por 48 a 72 horas, como medida preventiva.

O hematoma foi identificado na noite de segunda-feira (9/12), quando o presidente começou a sentir fortes dores de cabeça. Após exames no hospital de Brasília, foi constatada uma hemorragia intracraniana decorrente de uma queda sofrida em outubro. Ele foi transferido para São Paulo, onde foi submetido à craniotomia. A previsão é de alta na próxima semana, quando poderá retornar a Brasília.

Apesar da recomendação médica de repouso, Lula não abrirá mão de despachar como presidente. No entanto, um gabinete não será instalado no hospital. A equipe médica garantiu que o presidente não terá sequelas e poderá retomar suas funções regulares gradativamente. Enquanto isso, Alckmin está à frente de compromissos oficiais, mantendo o governo em funcionamento, mas sem assumir o cargo formalmente.

A decisão de Lula de permanecer no comando mesmo durante a recuperação reflete sua confiança na evolução positiva de sua saúde e no sistema administrativo já estabelecido. No entanto, reforça o debate sobre a centralidade do chefe do Executivo e a divisão de responsabilidades em momentos críticos.

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