
Em uma revelação devastadora, o deputado estadual Gilberto Cattani, de Mato Grosso, expressou sua dor e revolta ao descobrir que o dinheiro que ele havia entregue ao genro foi utilizado para financiar o assassinato de sua própria filha. "Pegou meu dinheiro para encomendar o assassinato da minha filha", declarou o parlamentar, ainda incrédulo e profundamente abalado.
Cattani é pai de Raquel Cattani, de 26 anos, brutalmente assassinada em julho deste ano. O ex-marido da vítima, Rodrigo Xavier, foi identificado pela Polícia Civil como o mandante do crime, enquanto seu irmão, Romero Xavier, foi apontado como o executor, responsável por desferir mais de 30 facadas na jovem. Ambos estão presos e enfrentam acusações de homicídio triplamente qualificado, incluindo feminicídio, promessa de recompensa, e emboscada.
A investigação, concluída e divulgada nesta terça-feira (6), trouxe à tona detalhes perturbadores. No dia do crime, Gilberto Cattani havia acertado uma dívida com o genro no valor de R$ 4 mil, quantia que, segundo a polícia, foi utilizada por Rodrigo para pagar o irmão pelo assassinato de Raquel. "Eu não tenho palavras para descrever uma pessoa como essa, que nem considero como pessoa", desabafou o deputado em entrevista à TV Vila Real.
Além de ser acusado de planejar a morte de Raquel, Rodrigo Xavier também responderá por furto, após ter roubado diversos itens da residência da vítima. Romero Xavier, o executor, está envolvido em outra investigação relacionada ao porte ilegal de arma de fogo, com armas apreendidas durante as buscas pela polícia.
Raquel Cattani foi encontrada morta na manhã do dia 19 de julho em sua casa, localizada em Nova Mutum, uma área rural de Mato Grosso. O corpo foi descoberto por um familiar, em meio a sinais de violência, incluindo uma televisão quebrada e a ausência da moto da jovem, que foi levada do local. A residência de Raquel, situada dentro do Portal Marape, fica em uma região isolada, a cerca de 160 km da propriedade rural onde o deputado Cattani também possui uma casa.
O terreno onde Raquel morava faz parte de um conjunto de sítios que se estende por 50 hectares, sendo Tapurah o município mais próximo, a 40 km de distância por estrada de barro. A casa da vítima, distante dos vizinhos mais próximos por 1 km, estava imersa em um ambiente de isolamento, que acabou se tornando o palco de um crime bárbaro e calculado.
O caso chocou não apenas a comunidade local, mas também todo o Estado de Mato Grosso, e continua a reverberar pelo país, trazendo à luz a frieza e crueldade de um crime que destruiu uma família. O desfecho das investigações deixa muitas perguntas no ar, enquanto a justiça se prepara para julgar os responsáveis por uma tragédia que vai muito além das manchetes.
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