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Saúde VIROSE

Oropouche: São Paulo confirma cinco casos de transmissão local da febre

Com esses novos registros, o estado já contabiliza cinco casos, todos na região do Vale do Ribeira, sendo quatro em Cajati e um em Pariquera-Açu

07/08/2024 às 08h15 Atualizada em 07/08/2024 às 08h31
Por: Douglas Ferreira
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A febre do oropouche, em 22 estados brasileiros - Foto: Reprodução
A febre do oropouche, em 22 estados brasileiros - Foto: Reprodução

Você já ouviu falar da febre oropouche? Se ainda não, é hora de prestar muita atenção. Essa virose tropical, causada pelo Oropouche orthobunyavirus (OROV), é endêmica na América Central e na América do Sul, e tem o potencial de se tornar uma grave crise de Saúde Pública no Brasil. Em 2023, o vírus foi detectado em quatro Estados da região Norte, e agora, novos casos começam a surgir em outras regiões, acendendo um alerta para autoridades e população. Em 2024 já foi registrada incidência do vírus em 22 Estados.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP) confirmou três novos casos autóctones, ou seja, com transmissão local, de febre oropouche. Com esses novos registros, o Estado já contabiliza cinco casos, todos na região do Vale do Ribeira, sendo quatro em Cajati e um em Pariquera-Açu. Felizmente, todos os pacientes estão em recuperação.

Mas São Paulo não está sozinho nessa batalha. Segundo o Ministério da Saúde, outros 22 estados brasileiros já confirmaram casos autóctones em 2024, totalizando 7.497 ocorrências em todo o país. Esses números colocam o Brasil como responsável por mais de 90% dos casos de febre oropouche nas Américas, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em julho, o Brasil registrou as primeiras mortes por febre oropouche no mundo, com duas jovens mulheres, sem comorbidades, falecendo na Bahia após apresentarem sintomas semelhantes aos da dengue grave. Mais recentemente, o país também confirmou a primeira morte fetal por transmissão vertical do vírus, ocorrida em Pernambuco. Outros oito casos de transmissão de mãe para filho durante a gestação estão sob investigação, alguns com desfechos trágicos como morte fetal e anomalias congênitas, incluindo microcefalia.

Atualmente, não existe um tratamento específico para a febre oropouche. O manejo da doença é focado em aliviar os sintomas, como dor, náuseas e febre, além de recomendar hidratação e repouso. O Ministério da Saúde orienta a população a evitar áreas infestadas por mosquitos, usar roupas que cubram o corpo e aplicar repelente nas áreas expostas.

Com o aumento dos casos e a ausência de uma cura definitiva, a febre oropouche se torna uma ameaça crescente. É crucial que todos se mantenham informados e adotem medidas preventivas para evitar a disseminação dessa doença potencialmente devastadora.

 
 
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