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Brasil DINHEIRO “PERDIDO”

Festival promovido por Janja pesa no bolso dos brasileiros via conta de luz

Evento promovido durante a Cúpula do G-20 Social reforça críticas sobre o uso de recursos da Itaipu Binacional para atividades de cunho político

15/11/2024 às 09h14
Por: Wagner Albuquerque Fonte: Crusoé
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Sua conta está cara? Pois é, saiba que o dinheiro pago a mais na sua conta de energia está sendo usado para financiar shows promovidos por Janja, a primeira-dama, que está bancando eventos e toda uma farra para artistas pró-governo do ex-condenado.

No governo Lula, os recursos da usina hidrelétrica de Itaipu têm sido utilizados para financiar atividades de caráter político e partidário. A estatal Itaipu Binacional destinou 15 milhões de reais para a realização da Cúpula do G-20 Social e eventos paralelos, como o festival Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. O festival ficou popularmente conhecido como “Janjapalooza” devido à intensa promoção feita pela primeira-dama, Janja, em suas redes sociais.

Janja, que trabalhou na estatal entre 2005 e 2020, tem sido associada à utilização dos recursos da Itaipu para eventos de cunho político. Essa prática não é uma novidade neste governo. Em outubro do ano passado, a Itaipu Binacional desembolsou 60 mil reais para patrocinar o evento “Balanço crítico da Lava Jato: passando a limpo o maior caso de ‘Lawfare’ da história nacional”, realizado na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo. O evento teve um viés marcadamente antilavajatista e antibolsonarista, o que gerou críticas de diversos setores.

Outro exemplo de utilização dos cofres da Itaipu para fins políticos ocorreu em outubro deste ano, quando a estatal anunciou a destinação de 81 milhões de reais para a Cooperativa Central da Reforma Agrária do Paraná, ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A decisão gerou polêmica e levantou questionamentos sobre o uso dos recursos públicos para apoiar entidades de caráter ideológico.

O impacto desse tipo de financiamento recai sobre os consumidores brasileiros, que arcam com as despesas por meio de suas contas de luz. Em fevereiro deste ano, Brasil e Paraguai quitaram a dívida contraída para a construção da usina, iniciada em 1973. Como o pagamento dessa dívida representava a maior parte do valor da tarifa, esperava-se que o custo da eletricidade para os brasileiros diminuísse para 12,6 dólares/kW.mês.

No entanto, o governo brasileiro firmou um acordo com o Paraguai que estabeleceu um preço de 19,28 dólares/kW.mês. Essa diferença é paga pelos consumidores brasileiros, e é justamente dessa arrecadação que saem os recursos para financiar eventos como o “Janjapalooza”, encontros antilavajatistas e a cooperativa do MST.

A resposta de Itaipu

A estatal respondeu a um pedido da revista Crusoé, dizendo que "a Itaipu Binacional patrocinou a Cúpula Social, o Festival Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, e outros eventos de encerramento do G20, considerando a importância estratégica de participar de uma ação de escala global que aborda temas como o combate à fome, a pobreza e a crise climática, pontos de grande relevância na agenda internacional do Brasil sob a presidência atual do G20. É também uma das cinco empresas públicas (Itaipu, Petrobras, BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) que estão contribuindo para o G20 Social, reforçando seu papel em ações colaborativas de grande impacto".

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