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Cadê as vacinas? Faltam imunizantes em 11 Estados e no DF

A falta de vacinas no Brasil: a crise de desabastecimento e gera impactos sérios na saúde pública

11/11/2024 às 08h00
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações Metrópoles
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Faltam imunizantes básicos nos Estados - Foto: Reprodução
Faltam imunizantes básicos nos Estados - Foto: Reprodução

Onze Estados e o Distrito Federal estão enfrentando a falta de vacinas essenciais, um problema que se tornou crítico em 2024. A escassez afeta imunizantes contra doenças como Covid-19, meningite, HPV, febre amarela, sarampo, catapora, tétano, entre outras. Essa carência coloca em risco a imunização de milhões de brasileiros e expõe a população a surtos de doenças que poderiam ser evitadas.

Desabastecimento de vacinas em 11 Estados e DF

Estados como Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins relatam a falta de imunizantes. A vacinação infantil contra Covid-19 está indisponível no Paraná, enquanto seis Estados e o Distrito Federal não possuem vacinas contra febre amarela. O imunizante contra HPV, essencial na prevenção de diversos tipos de câncer, também está ausente em locais como o Distrito Federal e o Pará.

A situação se agravou quando o Ministério da Saúde incinerou cerca de 10,9 milhões de vacinas vencidas em 2024. No total, 12 milhões de doses ainda não foram eliminadas, mas já perderam a validade.

Impactos na cobertura vacinal

Com o desabastecimento, as taxas de imunização no Brasil estão abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que varia de 90% a 95%. Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a baixa cobertura pode facilitar o retorno de doenças e causar surtos que afetam a população. A crise de vacinação no Brasil é agravada por problemas de logística, dificuldades de acesso a postos de saúde, baixa percepção de risco e receio de efeitos colaterais.

Consequências da crise de vacinação

A baixa cobertura vacinal já mostra consequências no aumento de casos de doenças como dengue, que teve um crescimento expressivo em 2024. Além disso, a falta de imunização contra doenças como tétano e febre amarela representa um risco direto à saúde pública. Doenças preveníveis, como sarampo e caxumba, também se tornam uma ameaça, principalmente entre crianças e adolescentes.

Cenário futuro e demandas da saúde pública

Especialistas alertam que a produção global de vacinas não está acompanhando a demanda crescente, o que compromete os estoques não só no Brasil, mas em vários países. O Ministério da Saúde precisa enfrentar o desafio do desabastecimento e resolver problemas de distribuição e logística para garantir o acesso universal aos imunizantes.

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