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‘Chama eterna’ da democracia em Brasília se apaga por falta de gás

O monumento, inaugurado em 1986 e projetado por Oscar Niemeyer, foi concebido para manter o fogo aceso continuamente como símbolo da liberdade e da democracia brasileira.

06/08/2024 às 11h53
Por: Wagner Albuquerque
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‘Chama eterna’ da democracia em Brasília se apaga por falta de gás

A "chama eterna" do Panteão da Pátria, em Brasília, está apagada desde o início de julho devido à falta de gás. O monumento, inaugurado em 1986 e projetado por Oscar Niemeyer, foi concebido para manter o fogo aceso continuamente como símbolo da liberdade e da democracia brasileira. O governo do Distrito Federal está preparando uma licitação para a compra de gás liquefeito de petróleo (GLP) e espera reativar a chama em breve.

Enquanto isso, a equipe responsável pelo monumento aproveita o período de desligamento para realizar serviços de manutenção. Felipe Ramón Rodríguez, subsecretário do Patrimônio Cultural, informou que a Subsecretaria do Patrimônio Cultural, vinculada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, está conduzindo uma intervenção de manutenção na Pira da Pátria. Ele também mencionou que está em curso uma investigação sobre um possível vazamento de gás no local.

Desde a sua construção, a chama já foi apagada duas vezes antes. O primeiro incidente ocorreu em 2016, quando um vazamento de gás identificado pela Defesa Civil levou à extinção do fogo. O governo do Distrito Federal levou dois anos para concluir a troca do tanque de gás, modernizar o acendedor e substituir as pedras no piso, com um custo de aproximadamente R$ 150 mil. A chama foi apagada novamente em janeiro de 2023, após os ataques às sedes dos Poderes, por precaução.

Foto: Reprodução

O Panteão da Pátria está localizado na Praça dos Três Poderes e é parte de um complexo cultural que inclui o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, que está desatualizado desde 2018. A lista dos heróis inclui nomes como Irmã Dulce, Ulysses Guimarães, Luiz Gonzaga e Zilda Arns, que ainda não foram adicionados ao livro. A Secretaria de Cultura do DF está planejando uma licitação para atualizar o livro, que é um patrimônio cultural tombado.

O complexo cultural também abriga o mastro de 105 metros de altura que sustenta a maior bandeira do mundo, com 286 m². No entanto, a visibilidade da bandeira à noite é comprometida devido à falha em 17 dos 18 holofotes responsáveis por sua iluminação, uma situação resultante de problemas financeiros e de gestão.

 

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