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Saúde SAÚDE

Brasileiros criam dispositivo que mede glicose sem precisar furar o dedo

O projeto é liderado pelo engenheiro biomédico Pedro Bertemes Filho, professor da Udesc há oito anos

30/10/2024 às 08h55
Por: Wagner Albuquerque
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Engenheiro biomédico Pedro Bertemes Filho desenvolve o aparelho - Foto: Vinicius Tóffoli, NSC Total
Engenheiro biomédico Pedro Bertemes Filho desenvolve o aparelho - Foto: Vinicius Tóffoli, NSC Total

Um projeto inovador da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), em Joinville, está prestes a revolucionar o monitoramento de glicose. Chamado de eGluco, o dispositivo mede o nível de glicose sem necessidade de amostras de sangue, usando sinais elétricos na pele. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) selecionou o eGluco para participar de um projeto-piloto voltado para avaliação regulatória de dispositivos médicos inovadores, um marco importante para a saúde pública no Brasil.

O projeto é liderado pelo engenheiro biomédico Pedro Bertemes Filho, professor da Udesc há oito anos. Desde então, o dispositivo passou por aprimoramentos, chegando à versão 3.0, que já está em uso experimental em um hospital de Brusque. Utilizando eletrodos de ouro, o aparelho injeta sinais elétricos de baixa intensidade na pele para coletar dados sobre os níveis de glicose no sangue, proporcionando uma alternativa não invasiva e sem dor.

Com uma interface intuitiva, o eGluco se conecta a um aplicativo de celular que exibe o nível de glicose, junto a outros indicadores como batimentos cardíacos e temperatura corporal. Segundo o professor Pedro, a tecnologia se beneficia de inteligência artificial para processar e apresentar os dados em tempo real, eliminando a necessidade de picadas e facilitando o monitoramento contínuo para os usuários.

A aceitação do eGluco pelo projeto-piloto da Anvisa é um passo significativo para a regulamentação do aparelho no Brasil. Essa fase de testes incluirá tanto pessoas saudáveis quanto portadores de diabetes, para garantir a precisão e segurança do dispositivo em diferentes condições. A expectativa é que esses testes avancem ao longo dos próximos anos, com a supervisão da Anvisa.

Para 2025, o projeto prevê a introdução de um modelo vestível no formato de relógio, com o objetivo de facilitar o uso diário. Se os resultados forem positivos, a previsão é que o dispositivo esteja disponível para uso comercial até 2028, oferecendo uma opção prática e menos invasiva para o monitoramento de glicose.

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