
O melhor dia para se pesar é quarta-feira, depois do final de semana. – Escutei essa frase de uma nutricionista amiga, durante uma festa. Hoje, segunda, depois de uma escapada na dieta no domingo, lembrei-me dessa frase e prometi mais uma vez não me pesar todo dia, como vinha fazendo.
Analogias à parte, nos “pesamos” muito durante nossa vida. Nos julgamos, nos medimos, nos comparamos constantemente. E só deveríamos fazer isso na hora certa. Não estou falando das decisões importantes que temos que refletir bem e tomar constantemente, que podem ser cruciais para nosso sucesso.
Deveríamos nos analisar depois de ter tido certas experiências, de ter errado feio, de ter cometido excessos. Porque, aí, nossa vida entra de vez na dieta. Cometendo os erros “permitidos”, sim, poderíamos nos “pesar” e o coração teria as medidas ideais para entrarmos no modelito felicidade.
Ainda assim, aquela dobrinha de imperfeição insiste em aparecer. Aquelas gramas de insegurança nos incomodando. Aquela alegria pode descosturar. Hora da costureira do amor-próprio entrar.
Como na moda, o amor deveria ter cartão fidelidade, mas pode-se trocar. Às vezes, para fazer um amor-próprio voltar a ser fashion, só bastava aquela palavra, aquele afeto extra baratinho, que se acha na loja do coração. Um detalhe pode fazer toda a diferença.
No final, aprende-se que o amor até para se apagar tem que ser com a borracha certa, como no croqui.
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