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Júlio Arcoverde: “União Progressista fecha com Flávio Bolsonaro no segundo turno”

Federação formada por PP e União Brasil abandona a neutralidade do primeiro turno e amplia o arco político em torno do candidato do PL; reeleito pelo Piauí, Júlio Arcoverde participa da decisão em Brasília

07/10/2026 às 09h04
Por: Douglas Ferreira
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Deputado reeleito Júlio Arcoverde - Foto: Reprodução
Deputado reeleito Júlio Arcoverde - Foto: Reprodução

A eleição presidencial entra em uma nova fase, e as forças políticas começam a tomar posição. Nesta terça-feira (6), a Federação União Progressista, formada pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil, oficializou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.

A decisão representa uma mudança significativa em relação ao primeiro turno, quando as duas siglas optaram pela neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto. Agora, a federação passa a integrar formalmente o campo político que apoia Flávio na corrida contra Lula.

Entre as lideranças que participaram da agenda partidária em Brasília esteve o deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI), reeleito no último domingo (4). O parlamentar participou das discussões que definiram o posicionamento da federação e destacou a retomada imediata das atividades políticas após o encerramento da primeira etapa das eleições.

“Encerramos uma eleição e já estamos novamente em Brasília, trabalhando e participando das decisões do nosso partido. A federação tomou sua decisão para o segundo turno e vamos seguir trabalhando pelo Piauí e pelo Brasil”, afirmou Arcoverde.

Mais do que uma simples declaração de voto, a decisão amplia o campo político de Flávio Bolsonaro e coloca a estrutura de dois partidos de grande presença nacional à disposição da campanha. PP e União Brasil possuem bancadas expressivas no Congresso e forte presença política nos Estados, com deputados, senadores, prefeitos e lideranças locais.

O movimento também revela a dinâmica própria do segundo turno. Com apenas dois candidatos na disputa, partidos que permaneceram neutros na primeira etapa precisam agora escolher um lado. A União Progressista fez sua escolha por Flávio, numa sinalização que poderá influenciar palanques estaduais, articulações políticas e a mobilização de eleitores.

A eleição, porém, continua aberta. Apoio partidário não significa transferência automática de votos. O eleitor permanece livre para decidir, e a disputa de 25 de outubro começa sob uma nova configuração política.

Para Flávio, entretanto, a adesão da União Progressista representa um passo importante: a vantagem obtida nas urnas no primeiro turno começa a ser acompanhada pela construção de uma frente política mais ampla para o segundo turno.

Confira a fala de Júlio Arcoverde após o anúnico do apoio da Federação:

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