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Política BUSCA E APREENSÃO

Jornalista tem celulares e computador apreendidos pela Polícia Civil em Floriano após divulgar denúncia

Marlon Borges afirma que foi alvo de busca e apreensão depois de publicar denúncia sobre suposto trabalho análogo à escravidão em carvoaria; segundo o jornalista, a medida estaria relacionada à acusação de que ele teria pedido dinheiro para não divulgar o material

30/09/2026 às 13h16 Atualizada em 30/09/2026 às 13h25
Por: Douglas Ferreira
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Jornalista Marlon Borges se diz vítima de perseguição - Foto: Reprodução
Jornalista Marlon Borges se diz vítima de perseguição - Foto: Reprodução

O jornalista Marlon Borges, de Floriano, teve celulares e um computador apreendidos pela Polícia Civil do Piauí na manhã desta quarta-feira (30).

Segundo o próprio jornalista, a medida ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. A justificativa apresentada, de acordo com seu relato, estaria relacionada à acusação de que ele teria pedido dinheiro para não divulgar determinado conteúdo.

Denúncia envolvendo deputado

Marlon afirma acreditar que a operação esteja relacionada à divulgação de uma denúncia envolvendo o deputado federal Júlio César Lima.

O caso citado pelo jornalista envolve a acusação feita por um casal de idosos que afirma ter trabalhado durante aproximadamente 40 anos em uma carvoaria ligada ao parlamentar, sem receber pagamento.

É importante destacar: a acusação de trabalho análogo à escravidão não equivale a uma condenação e precisa ser apurada pelas autoridades competentes.

“Intimidação”

Após prestar depoimento na Central de Flagrantes de Floriano, Marlon publicou um vídeo nas redes sociais no qual afirma estar sendo vítima de perseguição política e eleitoral.

Os nomes das pessoas que teriam apresentado a acusação contra o jornalista não foram divulgados.

Marlon sustenta que a apreensão de seus equipamentos seria uma forma de intimidação em razão do conteúdo que vinha publicando.

Busca, investigação e liberdade de imprensa

A apreensão de celulares e computador, por si só, não permite concluir que tenha havido perseguição política. Da mesma forma, a versão apresentada pelo jornalista ainda precisa ser confrontada com a decisão judicial, o procedimento policial e a manifestação das pessoas que solicitaram a medida.

O caso, porém, coloca novamente em discussão uma questão sensível: até onde vai a investigação policial e onde começa uma eventual restrição ao trabalho jornalístico?

A resposta dependerá dos fundamentos apresentados no mandado e do que for efetivamente apurado no procedimento.

Enquanto isso, Marlon Borges afirma que continuará denunciando o que considera irregularidades e classifica o episódio como uma tentativa de intimidação.

A investigação dirá se houve crime, abuso ou apenas o cumprimento regular de uma medida judicial. Até lá, acusação não é condenação, de nenhum dos lados.

Nota de apuração: não localizei, nas fontes públicas consultadas, uma publicação oficial da Polícia Civil ou a íntegra do mandado referente à operação desta quarta-feira. Por isso, as circunstâncias específicas da busca são apresentadas como relato do jornalista, e não como fato definitivamente comprovado. Desde já o Gazeta Hora1 assegura espação de defesa ou esclarecimentos a todos citados nesta reportagem.

Confira o vídeo com o relado do jornalista: 

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