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Fux e Kassio formam maioria e mantêm afastamento de Andrei da PF

Decisão de Mendonça ganha respaldo na Segunda Turma, enquanto Gilmar Mendes pede vista e interrompe julgamento

08/09/2026 às 12h28
Por: Douglas Ferreira
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Andrei Rodrigues permanece afastado por 90 dias - Foto: Reprodução
Andrei Rodrigues permanece afastado por 90 dias - Foto: Reprodução

A crise entre o STF e a Polícia Federal ganhou um novo capítulo nesta terça-feira. Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam André Mendonça, formando maioria na Segunda Turma para manter o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Com três dos cinco ministros favoráveis, a maioria está formada. Gilmar Mendes pediu vista, suspendendo a análise, mas sem interromper os efeitos da decisão. Andrei permanece afastado por 90 dias, enquanto ainda falta o voto de Dias Toffoli.

Mendonça determinou o afastamento depois de afirmar que foi alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” por parte da estrutura de inteligência da própria Polícia Federal. Segundo a decisão, pelo menos seis relatórios sigilosos foram produzidos entre 3 e 31 de agosto, alguns relacionados à atuação do ministro em investigações envolvendo o Banco Master e o INSS.

A decisão também afastou o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa, e proibiu a produção ou o compartilhamento de relatórios destinados a analisar a atuação funcional de ministros do STF, integrantes da advocacia pública ou atividades de polícia judiciária.

O episódio ocorre em meio ao avanço das investigações do caso Banco Master, que também colocou sob tensão as relações entre STF, PF e PGR. Mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro mencionaram Andrei Rodrigues e Paulo Gonet, enquanto Mendonça acusa a estrutura de inteligência da PF de ter ultrapassado os limites de sua atuação.

Agora, a decisão de Mendonça já não é apenas uma determinação individual. Ela ganhou o respaldo da maioria da Segunda Turma do Supremo. O pedido de vista de Gilmar Mendes apenas adiou a conclusão formal do julgamento, mantendo acesa uma das mais graves crises institucionais recentes envolvendo a Suprema Corte e a Polícia Federal

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