
A Polícia Civil do Piauí realizou, nesta terça-feira (25), uma operação contra dois grupos suspeitos de praticar fraudes eletrônicas em diferentes estados do país. As ações, batizadas de “Compra Fantasma” e “Miragem Financeira”, foram conduzidas pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), com suporte da SOI e das polícias civis de Minas Gerais e São Paulo. Mais de 40 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos durante a ofensiva.
De acordo com as investigações, os grupos mantinham estruturas diferentes, mas tinham em comum o uso da internet para enganar vítimas no Piauí. Os investigadores cruzaram dados de plataformas digitais, instituições financeiras e informações de inteligência para identificar os envolvidos. Até agora, mais de 100 pessoas foram apontadas como vítimas, enquanto o prejuízo provocado pelos dois esquemas ultrapassa R$ 1 milhão. Parte dos suspeitos estaria em outros estados, o que levou à participação das equipes de Minas Gerais e São Paulo.
Um dos esquemas investigados funcionava a partir de anúncios de produtos usados. Os criminosos escolhiam ofertas publicadas em plataformas de comércio eletrônico e se passavam por compradores. Depois, encaminhavam comprovantes ou mensagens falsas indicando que o pagamento havia sido realizado. Com a falsa confirmação, os vendedores entregavam os produtos, que eram recolhidos por motoristas de aplicativo. As mercadorias eram depois revendidas, e o dinheiro era distribuído entre os integrantes do grupo conforme a função de cada participante.
No segundo esquema, os suspeitos abordavam pessoas interessadas em investimentos por meio de aplicativos de mensagens. Com perfis falsos, eles se apresentavam como especialistas e utilizavam indevidamente a imagem de uma instituição financeira conhecida. As vítimas eram orientadas a instalar uma plataforma falsa e fazer transferências por PIX para empresas usadas no esquema. A Polícia Civil recomenda verificar pagamentos diretamente nos canais oficiais dos bancos e consultar os registros de empresas e profissionais antes de realizar investimentos. A investigação continua para identificar todos os envolvidos e esclarecer a participação de cada suspeito.
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