
A situação registrada na tarde desta segunda-feira, 24 de agosto, na Colônia Agrícola Major César Oliveira, em Altos, foi esclarecida pela Secretaria de Estado da Justiça. Ao contrário das primeiras informações que apontavam para uma possível rebelião, a Sejus informou que houve uma briga entre detentos e que o conflito foi rapidamente controlado pelos policiais penais.
A ocorrência, no entanto, mobilizou um amplo aparato de segurança. Foram acionados Bopaer, Força Tática, Rocam, Rone, viaturas do 29º Batalhão e Polícia Rodoviária Federal, dentro do protocolo operacional previsto para situações de alteração da ordem em unidades prisionais. Alguns detentos foram levados para a área frontal da unidade e permaneceram sentados no chão. Não houve registro de fuga.
O diretor da Major César, Reginaldo Torres, também confirmou que não se tratou de rebelião. Segundo ele, a confusão foi exclusivamente entre presos e foi contida antes que pudesse se espalhar. “Houve, aqui na unidade, uma briga entre presos e foram adotados procedimentos padrão. Contivemos essa briga, sem danos e sem feridos”, afirmou. A motivação e a quantidade exata de detentos envolvidos ainda serão apuradas.
A Sejus informou ainda que não houve danos estruturais na unidade. Os detentos envolvidos serão encaminhados ao Instituto de Medicina Legal e um boletim de ocorrência será registrado para identificar as circunstâncias do conflito e eventual responsabilização dos participantes. A rápida mobilização das forças de segurança, segundo a Secretaria, demonstra a adoção do protocolo de integração para restabelecer a ordem.
O episódio, portanto, foi controlado sem fuga, sem feridos e sem danos ao patrimônio, mas deixa uma investigação pela frente. Mais importante agora é esclarecer o que provocou a briga, quantos presos participaram e por que o conflito chegou ao ponto de exigir a mobilização de um aparato policial tão amplo. A Sejus nega categoricamente que tenha ocorrido rebelião ou princípio de motim.
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