
O pré-candidato ao Governo do Piauí, Joel Rodrigues (Progressistas), anunciou que a redução progressiva da alíquota do ICMS será uma das principais propostas de seu plano de governo. A medida, segundo ele, estará associada a uma política de contenção de gastos públicos, redução do tamanho da máquina administrativa e fortalecimento da atividade econômica.
Atualmente, o Piauí possui uma das maiores alíquotas médias de ICMS do país, de 22,5%, cenário que, na avaliação de Joel, aumenta o custo de vida da população, encarece a produção e reduz a competitividade da economia estadual.
Durante entrevista a um podcast, o pré-candidato afirmou que pretende implantar uma tabela de redução gradual do imposto, condicionada ao equilíbrio das contas públicas e à melhoria da eficiência administrativa.
Para Joel, a elevada carga tributária não tem se refletido na melhoria dos serviços oferecidos pelo Estado. O pré-candidato criticou o crescimento das despesas da administração pública, o aumento do endividamento estadual e a permanência de problemas históricos, como a falta de abastecimento de água em diversas regiões do Piauí.
Ele também defendeu uma maior aproximação entre o governo e o setor produtivo, propondo parcerias que incentivem investimentos, ampliem a produção e gerem empregos, com atenção especial aos pequenos produtores rurais.
Entre as críticas apresentadas, Joel questionou a cobrança de taxas sobre a utilização de água de poços e a incidência de tributos relacionados à geração de energia solar por pequenos produtores, argumentando que essas medidas aumentam os custos de quem produz sem que haja assistência técnica adequada por parte do Estado.
Segundo o pré-candidato, a combinação entre redução gradual do ICMS, controle das despesas públicas, estímulo à iniciativa privada e fortalecimento da produção rural poderá impulsionar o crescimento econômico, ampliar a geração de renda e tornar o Estado menos dependente da contratação de novos empréstimos.
A proposta fará parte do plano de governo que será apresentado durante a campanha eleitoral e, caso eleito, dependerá de planejamento fiscal e de aprovação das medidas necessárias para sua implementação.
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