
Muito se fala que o governo Lula 3 teria quebrado o Brasil. Esse discurso domina a oposição e ganha força à medida que a pré-campanha eleitoral se intensifica. Do outro lado, governistas rejeitam essa narrativa e sustentam que a economia brasileira segue sólida, com crescimento, geração de empregos e indicadores positivos.
Diante dessa disputa de versões, o brasileiro fica perdido, sem saber em quem acreditar. Afinal, quem está com a razão? O Brasil está realmente quebrado ou essa é apenas uma batalha de narrativas? Existe uma forma objetiva de responder a essa pergunta?
Quando o debate político se torna ruidoso, os números costumam ser o melhor ponto de partida. E um dos indicadores mais observados por economistas é a evolução da dívida pública.
Os dados mais recentes mostram que todos os principais indicadores da dívida pública brasileira cresceram nos primeiros seis meses de 2026.
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) aumentou cerca de R$ 950 bilhões entre janeiro e julho deste ano. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a dívida passou de 78,7% para 81,1%, um avanço de 2,4 pontos percentuais em apenas seis meses.
Pela primeira vez na história, a Dívida Bruta do Governo Geral ultrapassou a marca de R$ 10,6 trilhões.
Outro indicador importante, a Dívida Pública Federal (DPF), administrada pelo Tesouro Nacional, também apresentou crescimento expressivo. Ela passou de aproximadamente R$ 8,3 trilhões, no início de 2026, para R$ 8,68 trilhões após seis meses.
Na prática, isso significa que o Tesouro Nacional emitiu cerca de R$ 404 bilhões em novos títulos públicos, recursos utilizados para financiar as necessidades do governo e que deverão ser pagos futuramente, acrescidos dos respectivos encargos financeiros.
Esses números, por si só, não permitem concluir que um país esteja "quebrado", pois essa avaliação depende também de fatores como crescimento econômico, arrecadação, capacidade de pagamento, resultado fiscal, inflação, taxa de juros e confiança dos investidores. No entanto, eles mostram que o endividamento público continuou crescendo em ritmo acelerado durante o primeiro semestre de 2026, tornando a trajetória da dívida um dos principais temas do debate econômico e político no Brasil.
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