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Flávio Bolsonaro abre 13 pontos de vantagem diz Oeste

A capa da Revista Oeste expressa bem o lamaçal?

18/09/2026 às 12h49 Atualizada em 18/09/2026 às 13h33
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://revistaoeste.com/
Foto: https://revistaoeste.com/

Noticiário fervendo e favorável? Articulações se acentuam? Eis o que diz Raquel Landim em sua coluna no Estadão: "Emissários de Flávio buscam rivais para tentar vencer Lula no primeiro turno. Há canais de conversa com políticos mais próximos de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury; missão, no entanto, é complicada."

Em matéria de Fábio Matos, no site da Revista Oeste, Flávio Bolsonaro, abre 13 pontos sobre Lula no Polimarket, a maior vantagem até aqui. Na manhã desta sexta-feira, 18, a plataforma apontava o candidato do PL com probabilidade de vitória de 56% ante 43% do Petista Lula.

Emissários de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, estão procurando as candidaturas rivais para tentar uma composição a fim de vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no primeiro turno. Segundo apurou a coluna, há canais de conversa entre políticos mais próximos de Ronaldo Caiado (candidato do PSD), Romeu Zema (do Novo) e Augusto Cury (do Avante). Não há tentativas de aproximação com Renan Santos, do Missão.

A missão, no entanto, é complicada. Pessoas próximas às campanhas de Caiado e Zema dizem que a chance de desistir da candidatura hoje é “zero”. A ofensiva dos apoiadores de Flávio foi motivada pelas últimas pesquisas de intenção de voto. Flávio Bolsonaro cresce, enquanto Lula só cai/decai perante a população. Lula e STF sempre juntos? Nem O STF e nem Lula se arriscam a soltarem as mãos um do outro?

Eis a capa da revista Oeste? "O STF Agoniza" – a sessão que decidiria se Alexandre de Moraes seria investigado por suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro produziu o momento mais vergonhoso da história do Judiciário.

E o que continua dizendo Raquel Landim em sua coluna no Estadão? "Trackings internos dos partidos mostrariam uma diferença ainda mais favorável para Flávio, o que animou os bolsonaristas." Em propaganda nas redes sociais, o PL escreve: “Não deixe para depois o que podemos decidir no primeiro turno”.

Apoiadores de Flávio reconhecem, no entanto, a força de Lula e sua capacidade de utilizar a máquina para tentar reverter a diferença nas pesquisas antes do primeiro turno. O reajuste de 15% no valor do Bolsa Família, anunciado na quinta-feira, 17, pelo governo, é o exemplo mais eloquente. Eles dizem que não dá para subestimar o adversário. Diferentemente de Lula, calçam as sandálias da humildade e continuam correndo atrás de cada vez mais votos para Flávio. A capa de Oeste é o lamaçal do STF!

E O Globo, o que traz de novidade em alguma de suas colunas? Em editorial, diz: "Reajustar Bolsa Família não passa de ardil eleitoreiro." Em 2024, o STF decidiu que o aumento do Auxílio Brasil durante a campanha à reeleição de Jair Bolsonaro foi ilegal. Há um paradoxo incontornável na última “bondade” eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: o reajuste no valor do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691, para pagamento já entre o primeiro e o segundo turno.

O próprio Lula, quando candidato à Presidência, criticou o uso da máquina pública na campanha à reeleição de Jair Bolsonaro, destacando a faceta eleitoreira do aumento de R$ 200 no então Auxílio Brasil. Quatro anos depois, preocupado com as pesquisas eleitorais, adota a mesma estratégia para tentar a vitória nas urnas. O reajuste de 15%, publicado a 17 dias do primeiro turno no Diário Oficial, terá para os cofres públicos um custo de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027.

A promessa de manter o gasto dentro dos limites do arcabouço fiscal é ardilosa. Primeiro, foge do óbvio oportunismo eleitoreiro. Segundo, passa a impressão falsa de responsabilidade. O governo diz que os recursos virão da diferença entre o que previu gastar e o que gastou de fato para zerar a fila da Previdência. Ora, faltou responder por que interrompeu o pente-fino que, eliminando fraudes, traria mais foco ao Bolsa Família, e também que iniciativas adotou para ganhar mais eficiência no gasto com programas sociais, repletos de distorções.

Tem isso e muito mais? Organizações Globo batendo forte? Correspondendo simplesmente à realidade brasileira? Tentando sobreviver e agarrar-se aos novos poderes que estão por vir?

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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