
Do apocalipse? O que de fato significa esta expressão? A expressão "os quatro juízes do apocalipse" não existe na tradição bíblica original; ela é um trocadilho ou metáfora jornalística contemporânea baseada nos famosos "Quatro Cavaleiros do Apocalipse". Se você encontrou esse termo recentemente, ele está sendo usado no debate político e jurídico brasileiro atual — especificamente como título de uma reportagem da revista Crusoé para criticar as articulações políticas envolvendo ministros e magistrados em Brasília.
Tá vendo como é o mundo moderno e contemporâneo? Tudo se encontram respostas? Certo mesmo é que a crise do STF entregou de mãos beijadas as eleições de 2026?
Eis a capa da revista Crusoé: "Os quatro juízes do Apocalipse – para salvar Alexandre de Moraes, seus aliados estão dispostos a acabar com a República". E o site O Antagonista, que repercute a revista, diz mais: "A morte da terceira via" e "As fake news de Moraes".
O Supremo Tribunal Federal (STF) viveu, na terça-feira (15), um dia de tempestades — dentro e fora do plenário. Pela manhã, enquanto os termômetros de Brasília ultrapassavam os 30°C em pleno inverno e o calor castigava dezenas de repórteres que acompanhavam o julgamento na área externa da Corte, a temperatura subiu durante a análise do pedido de providências relacionado a mensagens comprometedoras trocadas pelo ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.
À tarde, o tempo fechou de vez. Uma forte chuva derrubou um toldo sobre os jornalistas. Ninguém se feriu. Ao longo do dia, a segurança recuperou a cobertura e tudo voltou ao normal.
Já conversou com alguém que conhece por dentro e por fora o sistema político brasileiro? O que todos estão a dizer: os sinais de derrota de Lula são claros e esta pode acontecer até mesmo no primeiro turno. Dentro do STF, os estragos foram piores. Para evitar a abertura de uma investigação, Moraes e seus colegas ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes deflagraram uma guerra suja contra o presidente Edson Fachin e os ministros Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques.
O objetivo era intimidar, pressionar ou até tirar de ação aqueles que se mostravam favoráveis a uma investigação sobre Alexandre de Moraes e suas ligações com Daniel Vorcaro, dizem Duda Teixeira e Wilson Lima em “Os quatro juízes do apocalipse”, reportagem de capa da nova edição de Crusoé.
E os quatro juízes do Apocalipse? O que dizem as notícias da velha mídia? Vorcaro se reuniu com Gilmar Mendes no STF e pediu apoio em causa bilionária. O encontro foi agendado com a ajuda do ex-cunhado do magistrado, contratado pelo ex-banqueiro por R$ 500 mil mensais. O ministro, no entanto, rejeitou os argumentos e votou contra a tese que obrigaria a União a indenizar empresas do setor sucroalcooleiro.
É o que aponta matéria publicada na coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro do STF Gilmar Mendes no dia 11 de abril de 2024 para pedir que ele votasse a favor de uma causa bilionária envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro que o beneficiariam diretamente. O Banco Master, presidido por Vorcaro, mantinha em carteira bilhões em créditos dessas empresas, em forma de precatórios que perderiam valor caso a Corte não reconhecesse a validade de ações indenizatórias movidas por elas contra a União.
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