
O que é o jogo de xadrex? Afinal, não é deste que o mundo é mundo que tudo sempre foi assim? Mas peraí, em outras palavras, estão a dizer que não acontecerá nada? Somente poderemos saber depois do que acontecerá no dia de hoje? O que é mesmo certo? Vai de encontro ao que diz o editorial de O Globo do dia de hoje: STF não tem o direito de errar hoje. Impedir a investigação contra Moraes levará o país à certeza de que nem todos são iguais.
Hoje, tendo o Brasil como testemunha, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) podem seguir um de dois caminho: reconstruir a Corte ou mantê-la no descompasso moral em que se encontra. Se optarem pela reconstrução, farão uma sessão histórica, dolorida, mas respeitosa — e começarão a recuperar a credibilidade que, em conjunto, perderam. Se optarem pela manutenção do atual estado de coisas, farão um mal imenso a si próprios, mas, fundamentalmente, à nossa República e à nossa democracia. Essa segunda hipótese deve ser afastada. Deste julgamento, só pode emergir um vencedor: o Brasil.
Entregarão alguns peões? Quais as peças de um jogo de xadrex? Um jogo de xadrex é composto por um tabuleiro de xadrex de 64 casas e 32 peças no total, divididas igualmente entre dois jogadores (16 peças brancas e 16 peças pretas). Cada exército conta com seis tipos de peças diferentes, cada uma com seus próprios movimentos e funções estratégicas:
Rei: É a peça mais importante do jogo. O objetivo principal é proteger o seu rei e encurralar o do adversário. Move-se apenas uma casa em qualquer direção (para frente, para trás, para os lados ou na diagonal). Se ele for atacado sem poder escapar, ocorre o xeque-mate e o jogo acaba. Dama ou Rainha: É a peça mais poderosa e versátil do tabuleiro. Ela pode se mover quantas casas quiser em qualquer direção: na vertical, na horizontal ou nas diagonais. Torre: Uma peça de grande alcance que controla linhas retas. Move-se quantas casas quiser em linha reta, apenas na vertical ou na horizontal.
Bispo: Especialista em ataques diagonais. Move-se quantas casas quiser, mas estritamente nas diagonais. Como cada bispo começa em uma cor de casa (clara ou escura), ele permanece nela por todo o jogo. Cavalo: É a única peça que pode saltar por cima de outras peças no tabuleiro. Seu movimento forma um "L": duas casas em uma direção (vertical ou horizontal) e mais uma casa em sentido perpendicular.
Peão: Formam a linha de frente do exército. Movem-se apenas para a frente: uma casa por vez (ou duas casas no primeiro movimento de cada peão). No entanto, capturam as peças inimigas na diagonal. Se um peão chega até o outro lado do tabuleiro, ele pode ser promovido a outra peça mais forte (como a dama).
É apenas obrigação entregar “alguns”? Leia o editorial de hoje de O Globo. Eis mais um trecho: Para isso, é preciso que o tribunal deixe de lado as alianças internas e abrace uma aliança mais vital: com os brasileiros. Num julgamento comum, é usual apelar para tecnicismos, questões de ordem, dezenas de preliminares e firulas jurídicas. Mas este não é um julgamento qualquer. É preciso repetir sempre: a sessão de hoje dirá apenas se existe alguém em nosso país que está acima da lei.
E a resposta é simples, não requer o esforço de juristas, não necessita de malabarismos: não existe nenhum cidadão acima da lei. É disso que se trata. Os ministros não decidirão se o ministro Alexandre de Moraes cometeu algum crime. Todos são inocentes até prova em contrário, dizemos sempre. Todos. Moraes, no entanto, precisa ser investigado.
Na investigação, poderá tentar provar que é inocente. Terá à disposição todos os recursos legais que o sistema judicial oferece a qualquer cidadão. Se não conseguir, um processo criminal será aberto contra ele — e ele poderá então se defender com tudo aquilo que nosso arcabouço jurídico considera justo. Somente então será julgado no mérito: culpado ou inocente. Se isso acontecer, será um julgamento como centenas de outros que passam pelo STF.
Entregarão alguns peões? Será apenas este o raciocínio elaborativo que se encontra na cabeça de algumas pessoas que se dizem tão poderosas a tal ponto de negligenciar mais uma vez a opinião pública? Não se trata de política, mas de ética e moral? E o "cabeça, a pessoa que está por trás de tudo isso continuará sempre impune? Talvez a "punição maior" já não esteja a "caminho"? Em poucos dias o país saberá?
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