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Economia TAXA DE 25% EM VIGOR

Tarifaço entra em vigor e expõe o custo da demora nas negociações entre Brasil e Estados Unidos

Sobretaxa de 25% já vale para milhares de produtos brasileiros. Enquanto Washington preservou mais de 2,1 mil itens estratégicos para proteger sua própria economia, o governo brasileiro ainda aposta no diálogo e evita anunciar medidas de reciprocidade

22/07/2026 às 08h24
Por: Douglas Ferreira
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Governo americano assegura que governo brasileiro fez corpo mole para negociar tarifaço - Foto: Reprodução
Governo americano assegura que governo brasileiro fez corpo mole para negociar tarifaço - Foto: Reprodução

O tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump já é realidade. Desde a madrugada desta quarta-feira (22), milhares de produtos brasileiros passaram a pagar uma sobretaxa de 25% para entrar no mercado americano. A medida representa um dos momentos de maior tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos nas últimas décadas e pode provocar perdas estimadas em até US$ 11 bilhões para as exportações brasileiras.

A decisão americana foi tomada após investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas consideradas desleais em áreas como comércio digital, etanol, proteção da propriedade intelectual, combate ao desmatamento e até o funcionamento do sistema Pix.

O que chama atenção nas entrelinhas

Embora o governo brasileiro afirme que buscou o diálogo, a cronologia dos acontecimentos revela que as negociações não produziram qualquer resultado prático. O tarifaço foi anunciado, confirmado e finalmente entrou em vigor sem que Brasília conseguisse construir uma alternativa capaz de evitar ou reduzir significativamente seus efeitos.

Nas entrelinhas, fica evidente que a estratégia adotada pelo governo brasileiro foi marcada por uma postura predominantemente reativa. Em vez de apresentar um acordo concreto ou construir uma solução diplomática antes da decisão final da Casa Branca, o Planalto concentrou esforços em contestar os argumentos americanos e denunciar uma suposta motivação política da medida.

Enquanto isso, o governo americano concluiu sua investigação, definiu as exceções, publicou o decreto e colocou a tarifa em vigor dentro do cronograma anunciado.

Outro aspecto que desperta atenção é que, apesar de o Congresso ter aprovado a Lei da Reciprocidade Econômica justamente para situações como esta, o próprio governo sinaliza que não pretende utilizá-la imediatamente. A fala do vice-presidente Geraldo Alckmin deixa claro que a prioridade continua sendo evitar uma escalada do conflito comercial.

Na prática, o governo permanece apostando na negociação mesmo depois de a sobretaxa já ter começado a produzir efeitos.

Washington também protegeu seus próprios interesses

Um detalhe importante é que os Estados Unidos não adotaram uma medida indiscriminada.

Mais de 2,1 mil produtos brasileiros ficaram fora da sobretaxa. A razão é econômica: preservar cadeias produtivas americanas que dependem de matérias-primas e produtos importados do Brasil, evitando aumento de custos para empresas e consumidores dos próprios Estados Unidos.

Isso demonstra que a decisão americana combinou pressão comercial com proteção aos interesses internos.

Produtos que ficaram isentos

Entre os principais produtos preservados estão:

Agropecuária

• Carne bovina.

• Café em grão, torrado e solúvel.

• Laranja e suco de laranja.

• Frutas como açaí, banana, manga, melão, goiaba e abacaxi.

• Mel orgânico.

• Peixes e crustáceos.

Mineração e energia

• Petróleo bruto e derivados.

• Ferro-gusa.

• Sucata de aço.

• Hidróxido de alumínio.

• Minério de ferro.

• Nióbio.

• Grafite.

• Caulim.

• Gás natural.

Tecnologia, indústria e saúde

• Aviões, helicópteros e drones.

• Motores e peças aeronáuticas.

• Computadores, notebooks e celulares.

• Monitores.

• Semicondutores.

• Vacinas.

• Insulina.

• Antibióticos.

• Plasma.

• Insumos farmacêuticos.

• Fertilizantes.

• Ureia.

• Sulfato de amônio.

Produtos atingidos pela tarifa de 25%

Entre os setores que passam a enfrentar maior dificuldade para competir no mercado americano estão:

Biocombustíveis e químicos

• Etanol.

• Outros biocombustíveis.

• Parte da celulose.

Indústria pesada

• Aço e alumínio semiacabados.

• Máquinas agrícolas.

• Equipamentos para mineração.

• Transformadores elétricos.

Bens de consumo

• Calçados.

• Móveis de madeira.

• Pisos.

• Revestimentos.

• Rochas ornamentais.

• Vestuário.

• Tecidos.

O desafio agora muda de fase

Com a tarifa em vigor, a discussão deixa de ser apenas diplomática e passa a ser econômica.

O governo terá de responder a perguntas inevitáveis: como preservar empregos, manter empresas competitivas e compensar parte das perdas provocadas pela sobretaxa.

Ao mesmo tempo, permanece a expectativa sobre uma eventual retomada das negociações com Washington e sobre a possibilidade de utilização da Lei da Reciprocidade Econômica.

Por enquanto, a estratégia oficial continua sendo evitar uma guerra comercial. Mas o fato concreto é que as tarifas já começaram a valer, e seus efeitos passam a ser sentidos por diversos segmentos da economia brasileira.

Palavras-chave

Tarifaço, Estados Unidos, Donald Trump, Lula, comércio exterior, exportações, economia, Lei da Reciprocidade, USTR, indústria brasileira, etanol, café, carne bovina.

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🇧🇷🇺🇸 O tarifaço já está valendo. E agora?

Entrou em vigor a sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre milhares de produtos brasileiros.

📉 A medida pode provocar prejuízos de até US$ 11 bilhões às exportações do Brasil.

⚠️ Nem tudo foi taxado.

Ficaram de fora produtos estratégicos como:

☕ Café

🥩 Carne bovina

🍊 Laranja e suco

🍯 Mel orgânico

🛢️ Petróleo

✈️ Aeronaves

💻 Computadores e celulares

💊 Vacinas e medicamentos

Por outro lado, passam a pagar a nova tarifa:

👞 Calçados

👕 Vestuário

🚜 Máquinas agrícolas

⚙️ Equipamentos industriais

🪵 Móveis

🌾 Etanol

🏗️ Aço e alumínio semiacabados

O governo brasileiro afirma que continuará negociando e, por enquanto, evita aplicar medidas de reciprocidade.

Agora, o desafio será reduzir os impactos sobre empresas, empregos e exportações.

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