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Saiba quem é a ex-consultora da Cacau Show investigada por suposto golpe de R$ 240 mil contra franqueados

Lilmara Neto Oliveira é apontada por empresários como uma das principais suspeitas de um esquema que teria provocado prejuízos financeiros e levado franqueados a enfrentar dificuldades para manter seus negócios

09/06/2026 às 14h49
Por: Douglas Ferreira
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Lilmara Oliveira é apontada por franqueados como uma das principais suspeitas de um suposto esquema - Foto: Reprodução/Imagem editada por IA
Lilmara Oliveira é apontada por franqueados como uma das principais suspeitas de um suposto esquema - Foto: Reprodução/Imagem editada por IA

A investigação que envolve uma ex-consultora da rede Cacau Show ganhou novos desdobramentos e chama atenção pelos prejuízos relatados por empresários do setor de franquias. No centro do caso está Lilmara Neto Oliveira, apontada por franqueados como uma das principais suspeitas de um suposto esquema que teria causado perdas superiores a R$ 240 mil.

As apurações são conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 32ª Delegacia de Polícia de Samambaia. Segundo os relatos apresentados pelos empresários, Lilmara exercia funções ligadas à gestão administrativa e financeira das unidades, tendo acesso ao fluxo de caixa, pagamentos e movimentações financeiras.

De acordo com as denúncias, as supostas irregularidades teriam começado ainda em janeiro de 2024. O problema, segundo os franqueados, é que os desvios não foram percebidos de imediato. Quando as inconsistências vieram à tona, alguns empresários já acumulavam dívidas expressivas e enfrentavam dificuldades para manter o funcionamento dos negócios.

Um dos aspectos que mais chama atenção é que, segundo os denunciantes, após o surgimento das suspeitas e o início das investigações, a ex-consultora teria interrompido o contato com os empresários e deixado de prestar esclarecimentos sobre os fatos.

A reportagem informa que Lilmara foi procurada para se manifestar, mas não havia apresentado resposta até a publicação da matéria.

Outro ponto relevante envolve o histórico judicial da investigada. Em 2023, ela chegou a ser alvo de uma investigação por estelionato no Pará. No entanto, o caso foi arquivado pelo Ministério Público paraense por falta de elementos suficientes para comprovar autoria e caracterização do crime.

Além disso, houve outra investigação relacionada à suposta promessa de regularização de restrições financeiras de um casal no Distrito Federal. Esse procedimento também acabou arquivado por insuficiência de provas que vinculassem diretamente a investigada aos valores recebidos.

Apesar dos arquivamentos anteriores, a reportagem destaca que Lilmara foi condenada em ações cíveis relacionadas ao pagamento de créditos vinculados a cheques emitidos e posteriormente não quitados.

É importante destacar que a atual investigação ainda está em andamento e que não há condenação criminal relacionada ao caso envolvendo os franqueados da Cacau Show. Caberá à Polícia Civil reunir provas, ouvir os envolvidos e encaminhar as conclusões ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual denúncia à Justiça.

O caso acende um alerta para empresários e franqueados sobre a importância dos mecanismos de controle financeiro, auditorias internas e acompanhamento constante das movimentações administrativas, especialmente quando terceiros possuem acesso direto às finanças das empresas.

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