
A postura do governo brasileiro diante de regimes autoritários e de conflitos no Oriente Médio tem gerado críticas contundentes pela sua aparente afinidade com ditaduras e movimentos extremistas. Enquanto o mundo se mobiliza em torno de democracias consolidadas e no combate a grupos terroristas, o Brasil, sob a liderança de Lula, parece trilhar um caminho diferente, aproximando-se de regimes como Cuba, Venezuela, Irã e até a Coreia do Norte. Isso levanta a questão: por que o governo brasileiro evita alianças com democracias respeitáveis, preferindo celebrar laços com regimes autoritários?
Na guerra entre Israel e o Hamas, a posição brasileira é particularmente polêmica. O governo se apressa em condenar as ações defensivas de Israel, mas se mantém em silêncio quando mísseis são lançados contra território israelense, incluindo os apoiados pelo Irã, um parceiro próximo da administração atual. Esse desequilíbrio na abordagem diplomática sugere um alinhamento ideológico que prefere acolher narrativas de opressão do Ocidente e de Israel, enquanto minimiza ou ignora atrocidades cometidas por regimes ditatoriais e seus aliados.
A recente nota do Itamaraty, que condena a operação de Israel contra o Hezbollah no sul do Líbano, é um exemplo emblemático. O Brasil pediu a "interrupção imediata" das incursões israelenses, alegando violação ao direito internacional, mas não fez menção aos constantes ataques de grupos terroristas, como o Hezbollah, financiados pelo Irã. Essa omissão reflete a dificuldade do governo brasileiro em criticar abertamente regimes ou movimentos aliados, enquanto demonstra uma predisposição para responsabilizar apenas Israel, uma democracia que enfrenta ataques incessantes.
Lula e seu governo, por que essa relutância em apoiar nações democráticas em vez de festejar ditaduras e republiquetas que atentam contra a liberdade e os direitos humanos? A resposta pode estar na visão de mundo do Partido dos Trabalhadores, que mantém um discurso anti-imperialista e antiocidental, herdado das décadas de alianças com movimentos de esquerda e regimes autoritários ao redor do mundo. Enquanto o mundo avança em direção à cooperação entre democracias, o Brasil parece optar por um caminho isolado, sustentando regimes que sufocam suas populações.
O silêncio do Itamaraty em relação ao Irã e o apoio explícito a grupos extremistas no Oriente Médio revelam uma política externa que despreza a gravidade dos ataques contra Israel e prefere fortalecer laços com aqueles que violam sistematicamente os direitos humanos. O governo brasileiro, nesse cenário, escolhe estar do lado errado da história.
Portanto, a postura da diplomacia brasileira nos recentes episódios envolvendo Israel, Hezbollah, Líbano e Irã revela um claro desequilíbrio. Enquanto o Itamaraty rapidamente condena a operação de Israel no sul do Líbano, impõe silêncio diante dos ataques promovidos pelo Irã contra o território israelense.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores instou Israel a "interromper imediatamente" suas incursões contra o Hezbollah, sem mencionar a agressão iraniana, que envolveu o lançamento de cerca de 180 mísseis contra o povo judeu. A rapidez em criticar Israel contrasta com o silêncio sobre as ações do aliado iraniano, deixando transparecer uma postura seletiva e ideológica. Fica claro que o governo brasileiro usa dois pesos e duas medidas em seus posicionamentos quando se trata de ditaduras e ditadores 'amigos'.
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