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Comportamento CORRUPÇÃO!

A questão é moral?

Sem o temor de Deus não existem limites!

23/05/2026 às 11h15 Atualizada em 23/05/2026 às 11h28
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://www.shutterstock.com
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O que de fato significa isso? Em um mundo praticamente dominado e comandado pela IA — Inteligência Artificial — basta apenas dar um rápido clique nos sites de busca e encontrar-se-á: a palavra “moral” refere-se ao conjunto de regras, princípios, valores e costumes que orientam o comportamento humano e determinam o que é considerado certo ou errado dentro de uma sociedade ou grupo específico.

Nobre escritor, isso não é um conceito antigo e fora de moda? Quem costuma fazer essa pergunta? Por incrível e assustador que pareça, essas perguntas advêm principalmente do Clero. Muitos intelectuais chegaram a dizer que quem criou foi quem posteriormente desvirtuou o significado da palavra “moral”. E a quem eles (os iluministas) atribuem esse fato evidente? Ao Clero. O clero católico não liga mais o mínimo para a santidade e o contexto moral.

A questão é moral? Quem, nos dias de hoje, no Brasil, pensa duas ou mais vezes antes de roubar o erário público? Observe o contexto atual do sentido moral. Em Filosofia e Sociologia, moral é o conjunto de normas que regulam a convivência. Exemplo: “Mentir é considerado errado pela moral cristã”. A moral também indica o ensinamento ou a lição principal de uma história ou acontecimento. Exemplo: “Essa é a moral da história”. Moral refere-se ainda ao estado de ânimo, à disposição ou ao espírito de alguém. Exemplo: “O moral da equipe está alto após a vitória”. A palavra também é muito utilizada para descrever o prestígio ou o respeito que alguém possui. Exemplo: “Aquele funcionário ganhou moral com o chefe”.

O termo, com o tempo, foi ganhando variações, mas o contexto da palavra “moral” é muito mais abrangente e significa ética prudencial perante fatos e acontecimentos. Seres humanos de moral não roubam, não matam e seguem os Dez Mandamentos da Lei de Deus. Acontece que, nos dias atuais, existem até mesmo professores de Moral sem nenhuma índole moral. Já pensou uma coisa dessas? Ave-Maria!

A corrupção é um grande problema de desordem moral. Simplesmente muitos acreditam que devem aproveitar as oportunidades e fazer o que tem de ser feito. E ainda alegam: é preciso dar um futuro promissor a filhos, netos e bisnetos. Está vendo a que ponto a situação chegou?

Voltemos à questão clerical. Não temos nada contra o clero católico. Pelo contrário: temos muitos amigos e fontes no clero católico, não apenas local, mas também nacional e internacional. Quantos padres piedosos não passaram por nossas vidas? Na verdade, pouquíssimos. Mas ainda hoje existem. Dias desses, recebemos a doação de um tabuleiro novo de xadrez, e quem o enviou foi um clérigo amigo e piedoso.

A questão é que, sem moral — não apenas pública, mas também privada — não existe santidade. Pois tudo o que é oculto um dia será revelado. Quem imagina que “coisas feitas onde apenas alguns sabem” um dia não explodirão está enganado: sempre explodem, e no momento mais promissor das carreiras eclesiásticas. Mas muitos não acreditam. Julgam-se acima das leis e de todo um contexto estrutural vigente em uma sociedade que protege os mais fortes.

A questão é moral? É. Inclusive, o problema da corrupção é ocasionado pelo relativismo absoluto. Pessoas sem índole moral são capazes de tudo. E é bom não confundir moral com religião ou religiosidade. Pense bem: o que faz seres humanos roubarem dinheiro público destinado ao setor da saúde? E roubarem dinheiro destinado à merenda escolar? E o que faz existirem “fábricas de solturas”? Não é a ausência de moral pessoal e coletiva?

Dinheiro público é algo muito sério. É como o dinheiro de pessoas que fazem economia para pagar os dízimos. Mexer nessas coisas é algo gravíssimo e diz respeito a possuir ou não índole moral. Reputação ilibada é algo muito sério. O jornalista Augusto Nunes costuma dizer que existem pessoas que, em certos momentos, eram honestas, mas, por não possuírem índole moral pessoal e coletiva, deixam-se levar pelo sistema. E diz mais: o sistema não pode ser a desculpa.

Thomas More, foi até mesmo contra o Rei; foi contra tudo isso e preferiu morrer a trair os desígnios de Deus e a fé cristã. Homem de verdade!

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Sobre Josenildo Nascimento Melo é jornalista, estudou direito, é Bacharel em Serviço Social pelo ICF - Instituto Camillo Filho. É também licenciado em Filosofia pelo ICESPI - Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.
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