
O Tribunal de Contas da União decidiu arquivar a apuração sobre o uso de um jatinho pelo deputado Nikolas Ferreira durante a campanha de 2022. A investigação havia sido solicitada pelo subprocurador Lucas Furtado, que questionava a origem dos recursos usados nas viagens feitas no segundo turno eleitoral.
Na decisão, os ministros afirmaram que não foram encontrados elementos mínimos que ligassem o caso ao uso de recursos públicos federais. Sem essa conexão, o TCU entendeu que não havia base para abrir processo. Em termos simples, a Corte concluiu que faltaram provas iniciais que justificassem a investigação naquele âmbito.
Apesar do arquivamento, o caso não foi encerrado de vez. O próprio TCU destacou que a análise sobre gastos de campanha não é de sua responsabilidade direta. Por isso, encaminhou o material ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Ministério Público Eleitoral, que são os órgãos competentes para avaliar possíveis irregularidades eleitorais.
O episódio gira em torno do uso de uma aeronave ligada ao empresário Daniel Vorcaro. À época, Nikolas afirmou que não sabia quem era o dono do avião durante a viagem. O caso ganhou repercussão meses depois, mas agora entra em uma nova fase, com foco na Justiça Eleitoral e sem avanço na esfera das contas públicas.
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