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Política CONTRA-ATAQUE

Governo reage ao avanço da oposição e mira prefeitos do PP no Piauí

Com crescimento de Joel Rodrigues no interior, gestão de Rafael Fonteles intensifica articulações, mas Progressistas diz que prefeitos devem apoiar a oposição

04/05/2026 às 08h36 Atualizada em 04/05/2026 às 18h10
Por: Douglas Ferreira
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Governador sentiu a perda de apoio e busca se articular para tentar reverter o quadro - ;Foto: Reprodução
Governador sentiu a perda de apoio e busca se articular para tentar reverter o quadro - ;Foto: Reprodução

A temperatura política no Piauí começou a subir antes mesmo do apito inicial da campanha. O avanço da pré-candidatura de Joel Rodrigues acendeu um sinal de alerta no grupo do governador Rafael Fonteles. E, quando a oposição cresce, o governo se mexe.

Nos bastidores, o movimento é claro. A base governista entrou em campo para tentar neutralizar esse avanço, mirando diretamente os prefeitos do Progressistas. A estratégia é simples, mas eficaz na política: fortalecer alianças locais para enfraquecer o adversário na raiz.

A conta que circula entre aliados é simbólica. De cerca de 40 prefeitos do PP no Estado, quase 30 já estariam alinhados ao Palácio de Karnak. Se confirmado, é como tirar peças importantes do tabuleiro adversário antes mesmo da partida começar.

Mas a versão não é unânime. Procurado pelo Gazeta Hora1, o Diretório Regional do Progressistas contesta essa leitura. Segundo o partido, a orientação é clara: os prefeitos da sigla devem apoiar a pré-candidatura de Joel Rodrigues.

E vai além. De acordo com a legenda, não são apenas gestores do Progressistas que vêm declarando apoio ao nome de Joel. Prefeitos de outros partidos, como PT, PSD e siglas diversas, também já teriam se manifestado publicamente, seja nas redes sociais ou na mídia, em favor da candidatura de oposição.

Enquanto isso, Joel Rodrigues faz o caminho inverso. Percorre municípios, constrói pontes e tenta consolidar seu nome como alternativa ao grupo petista. É o jogo clássico de interior, onde apoio político vale tanto quanto voto.

Publicamente, Rafael Fonteles adota cautela. Diz que o cenário ainda está em construção e que o foco segue na gestão. Mas, na prática, a movimentação nos bastidores mostra que ninguém está esperando agosto chegar para agir. O próprio governador sentindo a perda de apoio tem buscado intensificar as articulações mirando os prefeitos do Progressistas. 

No fim das contas, o que se vê é um jogo antecipado. A eleição ainda não começou oficialmente, mas as peças já estão sendo movimentadas. E, como em todo jogo político, quem ocupa mais espaço antes tende a largar na frente quando a disputa começar de verdade.

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