
Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, conhecido por comandar o grupo militante que há anos aterroriza Israel e seus opositores, teria sido morto em um ataque preciso das Forças de Defesa de Israel (IDF). O bombardeio ocorreu na noite de sexta-feira, 9, e, segundo as IDF, foi resultado de uma ação altamente coordenada contra a sede do Hezbollah, situada sob um edifício residencial na área de Dahieh, ao sul de Beirute, reduto do grupo.
A confirmação veio através de uma publicação oficial das IDF na rede social X, onde afirmaram que "Hassan Nasrallah não poderá mais aterrorizar o mundo". Pouco depois, o chefe do Exército israelense, general Herzi Halevi, divulgou um vídeo onde reafirmava a morte de Nasrallah, destacando que "sabemos que podemos alcançar qualquer um que ameace os cidadãos israelenses, no norte, no sul ou em qualquer outro lugar". Halevi ainda enfatizou que o ataque foi o resultado de “muito preparo” e que Israel continua a dispor de amplos recursos militares para futuras operações, sugerindo que essa não foi a última investida contra o Hezbollah.
Além de Nasrallah, as forças israelenses relataram que outros membros importantes do Hezbollah foram atingidos, incluindo Ali Karaki, comandante da frente sul do grupo. As IDF descreveram o ataque como "direcionado" e afirmaram que ele foi realizado enquanto a "cadeia de comando superior" do Hezbollah operava a partir de Dahieh. Este ataque acontece em meio a um contexto de intensificação dos confrontos entre Israel e o Hezbollah, que se arrastam há meses e, recentemente, aumentaram com ofensivas israelenses no sul do Líbano, de onde o grupo tem lançado foguetes contra o território israelense.
A operação contra o Hezbollah parece fazer parte de uma estratégia mais ampla de Israel para enfraquecer as capacidades militares do grupo, que tem contado com o apoio financeiro e militar do Irã. Bombardeios recentes atingiram não só o sul de Beirute, mas também o Vale do Bekaa, outro reduto do Hezbollah.
Em meio à notícia da morte de Nasrallah, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, não mencionou diretamente o comandante em seu primeiro pronunciamento, mas condenou Israel pelo que chamou de "assassinato do povo indefeso do Líbano". Ele afirmou que "os criminosos israelenses são pequenos demais para causar qualquer dano significativo às fortalezas do Hezbollah" e reiterou que todas as forças da Resistência na região apoiam o grupo libanês.
Enquanto a confirmação oficial da morte de Hassan Nasrallah ainda aguarda maior verificação, a tensão na região segue aumentando, com especulações sobre como o Hezbollah e seus aliados responderão a esse golpe. Para Israel, esta operação simboliza mais um marco na escalada militar contra as forças que ameaçam sua segurança, reforçando que a guerra contra o Hezbollah ainda está longe de terminar.
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