
Foi-se o tempo em que presidente da República se misturava com o povo. Hoje, o presidente Lula da Silva evita contato popular como o diabo foge da cruz. E não é força de expressão, não. É literal.
Pelo segundo ano seguido, ele não dá as caras justamente no ato mais simbólico para a esquerda mundial: o 1º de Maio.
O dia do trabalhador… sem o “pai dos trabalhadores”. Estranho? Muito. Absurdo? Também.
Mas a pergunta que não quer calar é: por quê?
O que aconteceu com aquele Lula sindicalista? O homem que arrastava multidões, que subia em carro de som, que enfrentava praça cheia, que falava olhando no olho?
Cadê esse Lula?
Hoje, o que se vê é outro cenário. Um presidente que prefere o conforto das câmeras, o ambiente controlado, o discurso ensaiado. Troca o calor do povo pela frieza das lentes.
Foge do improviso. Evita o risco. Corre do contato. E isso diz muito.
Será medo de rejeição? Será cálculo político? Ou orientação de marketing para evitar desgaste?
Porque uma coisa é fato: quando um líder começa a evitar o povo, o sinal amarelo já acendeu faz tempo.
E quando esse afastamento acontece justamente no dia mais simbólico da sua trajetória, o sinal já não é mais amarelo, é vermelho piscando.
Os números ajudam a entender.
Alta reprovação, desgaste acumulado, insatisfação crescente. Não é coincidência.
Enquanto isso, o país real segue outro ritmo. Famílias endividadas, custo de vida apertando, trabalhador fazendo conta pra fechar o mês.
E o presidente… distante. Muito distante.
Não apareceu nas ruas. Não foi às manifestações. Não encarou o público que, lá atrás, carregou seu nome.
Preferiu um pronunciamento na TV.
Frio. Calculado. Sem vaia, sem surpresa, sem imprevisto.
Tudo sob controle. Mas política não se faz só no controle.
Política se faz no risco, no contato, no olho no olho.
E aí vem outra pergunta incômoda.
Se hoje ele evita até evento controlado, como será numa campanha?
Vai andar nas ruas? Vai encarar praça cheia? Vai se misturar no mercado, no shopping, na feira?
Ou vai tentar ganhar eleição só com rede social e horário eleitoral?
Porque uma coisa é certa: existe um abismo crescente entre o Lula de antigamente e o Lula de hoje.
O Lula que abraçava multidão. E o Lula que agora evita encontrá-la.
E, na política, quando o povo deixa de ser palco e vira risco… alguma coisa já saiu do lugar.
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