
Vereador Leônidas Júnior diz que o PSB liberou os apoios para o Senado. E não é novidade. É exatamente como a Gazeta Hora1 já havia antecipado.
Eleição é pragmática. Sempre foi. E cada vez mais.
E o eleitor? Ah, esse não se submete a regra ideológica, não. Isso é conversa de cúpula partidária, de quem vive de reunião e nota oficial.
O que move o eleitor é outra coisa.
É a tal da “simpatia”.
Gostou? Caiu na graça? Pronto. Resolveu.
Não importa partido, não importa lado, não importa discurso bonito. O voto vai.
Quem não lembra do chimpanzé Tião? Votado de forma expressiva na eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro. Aquilo ali não foi só folclore, não. Foi recado. E dos grandes.
O eleitor cansou de cabresto.
E quem ainda não entendeu isso está falando sozinho.
Quem gosta de ideologia mesmo é dirigente partidário. Eleitor quer é resolver a vida, se identificar, confiar — nem que seja no “jeitão” do candidato.
Nesse ponto, o PSB foi coerente.
Até porque sabe que não consegue segurar vereador e liderança política no grito, muito menos pelo Piauí afora, onde cada um tem sua base, sua história e seu compromisso.
E se não segura fora, vai segurar dentro? Como?
Essa eleição para o Senado já nasce com cara de diferente. Pra muitos, a mais atípica dos últimos tempos.
Tem cacique demais pra eleitor de menos.
E numa briga dessas — briga de foice, daquelas no escuro mesmo — tentar enclausurar voto é dar tiro no próprio pé. É estratégia de quem não entendeu o jogo.
Não existe eleição ganha antes da contagem do último voto. Isso é regra básica, das antigas.
Mas os analistas de plantão já arriscam o desenho: o senador Ciro Nogueira mantém uma dianteira folgada e larga forte na disputa por uma das vagas.
Atrás, a coisa aperta.
Marcelo Castro, Júlio César e Tiago Junqueira — não necessariamente nessa ordem — brigam pela segunda cadeira, num cenário aberto e ainda indefinido.
E aí entra o fator decisivo de sempre.
Quem tem mais fôlego?
Quem aguenta o tranco da campanha?
E, principalmente: quem vai cair na simpatia do eleitor?
Porque, no fim das contas, é isso que decide.
Simpatia.
Ela é a mola mestra.
É ela que impulsiona o voto.
É ela que movimenta a urna.
Agora, falando de fato concreto: o vereador Leônidas Júnior afirmou, nesta quinta-feira (30), que o PSB liberou os filiados para escolherem seus apoios ao Senado Federal, mesmo o partido integrando a base do governador Rafael Fonteles.
E aqui está o ponto político sensível.
O Palácio de Karnak defende alinhamento irrestrito aos pré-candidatos Marcelo Castro e Júlio César. Mas, na prática, a base já não é tão “alinhada” assim.
“O partido deliberou o apoio à candidatura à reeleição de Rafael Fonteles. A questão do Senado envolve relações pessoais, de trabalho político. Cada um vai definir seu caminho, não está alinhado ao Karnak”, afirmou o parlamentar.
Traduzindo: cada um por si — e o voto por quem convencer.
E não para por aí.
Leônidas Júnior também deixou claro que essa lógica vale para deputado estadual e federal. O motivo? Simples: o PSB não conseguiu formar chapa própria.
“O PSB não conseguiu formar nem chapa de estadual nem para federal. Cada um vai construir seus caminhos com deputados federais ou estaduais, já que a gente não vai ter nome próprio. Com o Senado, da mesma forma”, finalizou.
Ou seja: liberou geral.
E, no fim das contas, volta tudo para o mesmo ponto:
quem conquistar a simpatia…
leva.
Quem não conquistar…
fica pelo caminho.
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