
Um exame de rotina terminou em surpresa para pesquisadores ao revelar um caso extremamente raro: dois irmãos gêmeos com o mesmo ventre, mas com pais diferentes. O resultado foi tão incomum que precisou ser repetido para confirmação. Ainda assim, a conclusão se manteve, chamando a atenção da comunidade científica para um fenômeno conhecido como superfecundação heteropaternal.
A descoberta foi feita por especialistas do Universidade Nacional da Colômbia, que analisaram o DNA da mãe, dos bebês e de um dos supostos pais. O exame utilizou uma técnica baseada em marcadores genéticos, que compara pequenas partes do DNA para identificar a paternidade. No resultado, apenas um dos gêmeos apresentou compatibilidade com o homem testado, enquanto o outro não tinha qualquer ligação genética com ele.
Diante de um resultado tão incomum, os cientistas repetiram todo o processo para descartar erro. O segundo teste confirmou o primeiro. Segundo os pesquisadores, casos como esse são extremamente raros no mundo, com cerca de vinte registros documentados em estudos científicos. Em uma análise com dezenas de milhares de testes de paternidade, apenas poucos episódios semelhantes foram identificados.
A explicação envolve uma sequência pouco provável de eventos biológicos. A mulher precisa liberar mais de um óvulo no mesmo ciclo e ter relações com parceiros diferentes em um curto intervalo de tempo. Além disso, ambos os óvulos devem ser fecundados separadamente. Especialistas destacam que a combinação dessas condições é rara, o que ajuda a explicar por que esses casos quase não aparecem. Ainda assim, com o avanço dos testes genéticos, a tendência é que situações como essa sejam identificadas com mais frequência no futuro.
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