
O ministro Alexandre de Moraes estabeleceu um prazo de cinco dias, a partir desta segunda-feira (23), para que o escritório que representa a plataforma X (antigo Twitter) no Brasil forneça ao Supremo Tribunal Federal (STF) documentos que comprovem quem é o representante legal da empresa no país. Essa decisão foi tomada no fim de semana, após o X informar, na última sexta-feira (20), que a advogada Rachel de Oliveira Villa Nova assumiria essa função. Contudo, Moraes considerou que as informações fornecidas até o momento são insuficientes e determinou que o escritório complemente os dados.
Além dessa exigência, Moraes também estabeleceu um prazo de 48 horas, válido a partir desta segunda-feira, para que outros órgãos públicos forneçam informações essenciais. A Receita Federal e o Banco Central devem esclarecer a situação legal da representação do X no Brasil. A Polícia Federal e a Agência Nacional de Telecomunicações -Anatel, precisam enviar relatórios sobre o acesso da plataforma a instrumentos tecnológicos, com o objetivo de calcular eventuais multas. Além disso, a Secretaria Judiciária do STF deverá confirmar o valor total da multa pendente, relacionada ao descumprimento de ordens judiciais e à falta de um representante legal da plataforma no Brasil.
O descumprimento dessas exigências levou à suspensão da rede social no país, em decorrência da ausência de um representante legal, do não pagamento de multas e do desrespeito a ordens judiciais. O envio da documentação solicitada e o cumprimento dessas novas exigências podem permitir que a plataforma X restabeleça suas atividades no Brasil.
Essas imposições levantam questões sobre até que ponto o STF pode exigir da empresa estrangeira o cumprimento de determinações judiciais e a regularização de sua situação no Brasil.
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