
Tatiana Schlossberg, neta do ex-presidente americano John F. Kennedy, morreu aos 35 anos nesta terça-feira, 30, em consequência de um câncer agressivo. Em novembro, ela contou na revista The New Yorker que havia sido diagnosticada com leucemia mieloide aguda em 2024, pouco depois do nascimento da filha, e que os médicos estimavam menos de um ano de vida. A família Kennedy confirmou a morte em comunicado e afirmou que Tatiana “sempre estará em nossos corações”.
No artigo, Tatiana relatou como descobriu a doença. Ela descreveu o nascimento da filha em maio de 2024 e, horas depois, o alerta dos médicos sobre alterações no exame de sangue. O diagnóstico apontou uma forma rara da doença, chamada Inversão 3, mais comum em pessoas idosas. Ela escreveu que os médicos chegaram a perguntar sobre exposição ao Marco Zero, pela relação com casos de câncer no sangue entre socorristas do 11 de Setembro.
Tatiana era conhecida pelo trabalho como jornalista especializada em meio ambiente e mudanças climáticas. No mesmo texto, criticou posições do primo Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde dos EUA, dizendo que ele assumiu o cargo sem experiência em saúde pública. Segundo ela, acompanhou do hospital a confirmação dele no governo e o impacto das decisões na área de saúde.
Ela deixa dois filhos pequenos e o marido, George Moran, com quem era casada desde 2017. A morte de Tatiana soma-se à longa história de tragédias da família Kennedy, uma das mais conhecidas da política americana, e reacende lembranças das perdas que marcaram o clã ao longo das décadas.
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