
Estados Unidos, Rússia e Ucrânia falam em avanço nas negociações para encerrar a guerra, mas ninguém esconde o óbvio: os pontos decisivos seguem emperrados. Donald Trump falou por telefone com Vladimir Putin e depois se reuniu na Flórida com Volodymyr Zelensky, enquanto Kiev seguia sob ataques de mísseis e drones. O americano evita prometer datas e admite que ainda há “questões espinhosas”. Do lado ucraniano, o discurso é parecido: avançou, mas não acabou.
Entre os maiores entraves está o destino da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, controlada pelos russos. Zelensky propõe gestão conjunta com os EUA, dividindo a produção de energia meio a meio. Trump elogiou Putin ao falar do tema e disse que o líder russo estaria “trabalhando para reabrir” a usina. Nada está fechado. Outro nó é o território: Moscou quer manter áreas ocupadas no leste e no sul, enquanto a maioria dos países reconhece essas regiões como parte da Ucrânia.
A discussão sobre concessões territoriais é o ponto mais sensível. Trump sugeriu que ceder áreas agora evitaria perdas maiores depois. O Kremlin reforçou a pressão dizendo que a Ucrânia deveria retirar tropas de partes de Donbas para que haja paz. Zelensky não fecha a porta, mas afirma que qualquer acordo passará por referendo interno e só com um cessar-fogo mínimo de 60 dias. Hoje, estimativas apontam que a Rússia controla cerca de um quinto do território ucraniano.
Mesmo com sinalizações públicas de “avanço”, o clima segue tenso. A Rússia continua atacando enquanto negocia, e Trump faz questão de dizer que nada anda sem seu aval. Os EUA falam em garantias de segurança “robustas” para o pós-guerra e até em abrir caminho para a Ucrânia na União Europeia, mas ninguém arrisca previsões. Resumo do momento: tem conversa, tem pressão dos três lados e tem bombas caindo e é isso que mostra que o acordo ainda não está no ponto final.
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