
Novos documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Jeffrey Epstein trouxeram à tona uma citação direta ao que seria um “grande grupo brasileiro”. A referência aparece em anotações feitas à mão durante um relato colhido pelo FBI em maio de 2019. O registro foi identificado inicialmente pela BBC e está entre os papéis que vêm sendo liberados em lotes nas últimas semanas.
Nos trechos divulgados, a expressão “grande grupo brasileiro” surge ao lado da frase “amigos dos amigos de”, seguida por um nome que permanece coberto. Os documentos fazem parte das investigações que tratam do esquema de exploração sexual atribuído a Epstein e seus associados. Há também apontamentos mencionando mulheres vindas do Brasil, mas sem detalhes que permitam identificar pessoas ou confirmar o contexto das anotações.
A divulgação ocorre após o fim do prazo definido por lei para que o governo americano tornasse públicos os arquivos federais sobre o caso. Parte do material já havia sido liberada, o que gerou cobrança por mais transparência. Nesta nova leva, cerca de 30 mil páginas foram adicionadas ao conjunto disponível para consulta pública.
Epstein morreu na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento. O Departamento de Justiça afirmou que algumas acusações citadas nos arquivos contra figuras públicas são “falsas e sensacionalistas”. A expectativa é que a liberação dos documentos siga rendendo desdobramentos políticos e jurídicos nos Estados Unidos e fora deles.
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