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Internacional TENSÃO NA AMÉRICA

Brasil peita EUA na ONU e diz que bloqueio à Venezuela fere Carta das Nações Unidas

Em discurso duro no Conselho de Segurança, embaixador Sérgio Danese critica mobilização militar americana no Caribe e cobra soluções políticas

24/12/2025 às 08h29 Atualizada em 25/12/2025 às 12h05
Por: Wagner Albuquerque
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Embaixador Sérgio Danese, representante do Brasil na ONU - Foto: Reprodução
Embaixador Sérgio Danese, representante do Brasil na ONU - Foto: Reprodução

O Brasil subiu o tom na ONU. Em reunião do Conselho de Segurança nesta terça-feira, o embaixador Sérgio Danese afirmou que a mobilização militar dos Estados Unidos perto da Venezuela e o bloqueio a navios petroleiros violam a Carta das Nações Unidas. Segundo ele, a operação precisa parar já e sem condições, dando lugar ao diálogo e aos caminhos diplomáticos previstos no direito internacional.

Danese reforçou que o Brasil tem histórico de defesa do multilateralismo e da solução pacífica de conflitos. Para o Itamaraty, ações baseadas em força só aumentam a tensão e empurram a região para um cenário de risco. O embaixador disse que a América Latina e o Caribe devem continuar como zona de paz, sem intervenção armada externa e sem medidas que possam escalar crises.

No discurso, o Brasil também fez um apelo direto por conversa entre Washington e Caracas. O embaixador afirmou que o confronto militar não traz estabilidade e que a saída legítima passa por um diálogo “de boa-fé e sem coerção”. Ele disse ainda que o presidente Lula está disposto a colaborar, se houver acordo entre os dois países para algum tipo de mediação.

Do lado americano, o tom foi de endurecimento. O representante dos EUA afirmou que o petróleo venezuelano estaria ligado ao narcotráfico e prometeu “fazer tudo” para proteger o hemisfério e suas fronteiras. Nas últimas semanas, os Estados Unidos anunciaram bloqueio total a petroleiros sancionados e interceptaram embarcações em águas internacionais próximas à Venezuela, o que elevou a temperatura política na região.

Resta ao embaixador Sérgio “combinar com os russos”, no caso, com o ditador venezuelano Maduro, que não pretende largar o poder enquanto houver quem acredite só em diálogo.

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