
O Partido Popular (PP) conquistou uma vitória expressiva nas eleições regionais antecipadas realizadas neste domingo (21) na Estremadura, tradicional reduto do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). A legenda de centro-direita manteve o controle do governo local, reelegeu María Guardiola e consolidou uma virada histórica em uma região onde os socialistas dominaram por décadas.
Segundo o resultado oficial, o PP garantiu 29 cadeiras no parlamento regional. O Vox, partido da direita nacionalista, avançou forte e saltou para 11 deputados, quase o dobro da eleição anterior. Já o PSOE sofreu um tombo pesado: caiu de 28 para 18 cadeiras, registrando o pior desempenho de sua história na comunidade autônoma.
A direita já governava a Estremadura desde 2023, após um empate técnico resolvido por um acordo entre PP e Vox. A aliança, porém, foi rompida no ano passado por divergências no plano nacional, deixando o governo em minoria e incapaz de aprovar o orçamento. O impasse levou María Guardiola a dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas, inéditas na região.
O novo pleito não só manteve a direita no poder como ampliou sua força política. Ainda assim, nenhuma legenda alcançou as 33 cadeiras necessárias para maioria absoluta, o que obriga PP e Vox a retomarem negociações. Para o PSOE, a derrota tem peso simbólico e político: além de perder um bastião histórico, o revés ocorre em meio à crise do governo Pedro Sánchez, marcado por desgaste, denúncias de corrupção e pelo envolvimento do candidato regional socialista, Miguel Ángel Gallardo, em um processo judicial.
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