
Um tiroteio em massa ocorrido na noite deste domingo, 14, na famosa praia de Bondi, na cidade de Sydney (Austrália), deixou pelo menos 12 mortos e dezenas de feridos em um episódio que está sendo tratado como um ato terrorista com alvo claro na comunidade judaica.
O ataque começou no fim da tarde, por volta das 18h47 (horário local), quando dois homens armados abriram fogo contra pessoas reunidas na área de Bondi Beach, perto do Campbell Parade e do Bondi Park Playground.
No local ocorria um evento público em celebração do festival judaico de Hanukkah (“Chanukah by the Sea”), com famílias, crianças e membros da comunidade judaica reunidos para acender a primeira vela da festa das luzes, uma das celebrações mais simbólicas do calendário judaico.
Testemunhas relataram cenas de pânico, gritos e centenas de pessoas fugindo enquanto tiros eram disparados de forma contínua por vários minutos.
Até o momento, as autoridades confirmaram:
Pelo menos 12 mortos, incluindo um dos atiradores.
Cerca de 29 feridos, entre eles civis e pelo menos dois policiais que atuavam no socorro.
Informações não oficiais indicam que entre as vítimas há crianças e membros da própria comunidade judaica presente no evento.
A polícia confirmou que houve pelo menos dois atiradores:
Um dos suspeitos foi morto no local pelas forças de segurança.
O outro ficou ferido e foi detido, permanecendo sob custódia e em condição crítica.
As autoridades também investigam itens suspeitos encontrados próximos ao local, inclusive um possível artefato explosivo no veículo de um dos envolvidos.
Embora as investigações ainda estejam no início e nenhuma motivação oficial tenha sido publicada detalhadamente, autoridades australianas classificaram o tiroteio como um “incidente terrorista” deliberado contra a comunidade judaica presente no evento de Hanukkah.
Líderes locais, incluindo o Premier de Nova Gales do Sul, Chris Minns, e o Prime Minister Anthony Albanese, reforçaram que o ataque tinha caráter direcionado e com clara intenção de atingir pessoas por sua identidade religiosa.
Autoridades e líderes comunitários descrevem o episódio como expressão extrema de antissemitismo, ódio contra judeus, e um ataque calculado para coincidir com o início de Hanukkah, uma das celebrações mais significativas da religião judaica.
Organizações judaicas australianas haviam alertado anteriormente sobre preocupações de segurança crescentes nos últimos anos, e o ataque foi entendido por muitos como um clip cruel de que o antissemitismo pode se manifestar em violência aberta e letal.
A polícia de Nova Gales do Sul declarou que o incidente foi um ato terrorista e reforçou a necessidade de calma, evitando retaliações e seguindo orientações oficiais.
O Prime Minister Albanese chamou as cenas em Bondi de “chocantes e profundamente perturbadoras” e prometeu que todas as medidas seriam adotadas para apoio às vítimas e investigação completa.
Líderes comunitários pediram apoio à comunidade judaica e alertaram que episódios como esse revelam a urgência de enfrentar o ódio e o extremismo de maneira mais eficaz.
Até agora não há uma lista pública com os nomes das vítimas. As autoridades australianas afirmam que o processo de identificação está em andamento e que familiares estão sendo notificados antes da divulgação oficial.
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