
A Airbus determinou, na sexta-feira (28), a interrupção imediata dos voos de cerca de 6 mil aeronaves da família A320 para corrigir uma falha crítica no sistema de controle de voo. A decisão veio depois de um incidente registrado nos Estados Unidos, no fim de outubro, que acendeu o alerta sobre a segurança do modelo mais usado no mundo. A investigação apontou que radiações solares intensas podem corromper dados essenciais aos comandos da aeronave.
Documentos técnicos citados pela Reuters mostram que o problema envolve o software que controla os profundores e os ailerons, peças fundamentais para ajustar o ângulo do nariz e a inclinação lateral durante o voo. Diante da gravidade, a Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) deve emitir uma diretriz de aeronavegabilidade em caráter de emergência, tornando obrigatórias as orientações de correção para todas as operadoras.
A medida chega em um momento delicado, às vésperas da alta temporada de viagens, e pode causar transtornos em vários países. No Brasil, o A320 é usado por Latam e Azul, enquanto a Gol opera apenas modelos da Boeing. Mesmo assim, as companhias afirmam que o impacto por aqui será limitado ou inexistente.
A Azul informou que nenhuma de suas aeronaves está incluída no recall anunciado pela Airbus. Já a Latam afirmou que não haverá efeitos na operação brasileira. Segundo a empresa, apenas aviões de suas afiliadas na Colômbia, Chile e Peru podem ser afetados. Caso haja mudanças em itinerários, os passageiros serão avisados diretamente e receberão alternativas de viagem.
ACIDENTE AÉREO Tragédia no céu do Rio: colisão entre helicópteros deixa seis mortos
AEROPORTO FRANKFURT Nariz de Boeing despenca em aeroporto da Alemanha e deixa tripulantes feridos
ALERTA Cortes de Lula aumentam risco de falhas na aviação e acendem alerta para segurança dos voos Mín. 23° Máx. 37°