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Aviação RELATÓRIO PRELIMINAR

Queda de avião da Voepass: causas seguem indefinidas em relatório preliminar

Investigação do CENIPA destaca possível falha no sistema de degelo, mas não confirma ligação direta com o acidente

06/09/2024 às 23h51
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) não apontou as causas da queda do avião da Voepass, que vitimou 62 pessoas em Vinhedo (SP), no dia 9 de agosto. Divulgado nesta sexta-feira (6), o documento menciona que os tripulantes relataram uma falha no sistema de degelo, o "de-icing", mas ainda não é possível afirmar se essa falha foi a causa do acidente.

Durante a apresentação do relatório, o investigador encarregado, Tenente-Coronel Fróes, explicou a cronologia do acidente e detalhou os sistemas de detecção e proteção contra a formação de gelo na aeronave. Ele também esclareceu como os alarmes funcionam para identificar o congelamento e a perda de desempenho do avião. Segundo Fróes, a investigação ainda está em andamento e novos testes e entrevistas serão realizados.

O avião, um ATR-72, partiu do aeroporto de Cascavel (PR) às 11h58 do dia 9 de agosto. Cerca de 15 minutos após a decolagem, os primeiros sistemas de prevenção contra gelo foram acionados, incluindo aquecedores posicionados nas asas, janelas do cockpit, hélices e entrada de ar do motor. Às 12h14, os tripulantes comentaram um alerta de erro no sistema de degelo, que foi desligado logo em seguida, mas o alarme ligou e desligou mais três vezes ao longo de quase uma hora.

Pouco antes da queda, às 13h17, o sistema de degelo foi reativado. No entanto, um minuto depois, o alerta de velocidade baixa ("Cruise Speed Low") foi acionado, indicando que o avião estava até 10 nós abaixo da velocidade ideal. Dois minutos antes do acidente, a tripulação solicitou autorização para pouso, que foi negada devido à presença de outra aeronave na mesma rota. Em seguida, outro alarme foi ativado, indicando desempenho degradado, seguido pelo alarme de perda de sustentação (stall), o que levou à queda da aeronave.

O CENIPA confirmou que tanto a aeronave quanto a tripulação estavam certificadas para voar em condições de gelo. A investigação continuará com a realização de testes em materiais, entrevistas com operadores e representantes, e a análise dos procedimentos operacionais e de manutenção.

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