
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou pela primeira vez nesta terça-feira (30/07) sobre a eleição presidencial na Venezuela. Lula ainda não reconheceu Nicolás Maduro como vencedor e exigiu que o regime venezuelano apresente detalhes completos sobre o resultado do pleito.
Apesar disso, Lula afirmou não ver "nada de anormal" na condução do processo eleitoral e na contestação do resultado pela oposição. A Organização dos Estados Americanos (OEA) qualificou a eleição como "fraudulenta", e a Venezuela tem enfrentado protestos que resultaram em pelo menos seis mortes.
Quase 48 horas após a declaração de vitória de Maduro, o regime ainda não apresentou os resultados completos da votação. Lula sugeriu que, para resolver as discrepâncias, o regime deve apresentar as atas eleitorais, e que a oposição deve recorrer à Justiça, mesmo que o Judiciário seja amplamente controlado pelo chavismo.
Lula minimizou as preocupações sobre a Justiça venezuelana, que tem sido criticada por sua parcialidade. "Eu estou convencido que é um processo normal, tranquilo", afirmou o presidente em entrevista à TV Centro América.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre uma nota divulgada pela Executiva do PT, seu partido, que reconheceu prontamente a "reeleição" de Nicolás Maduro e classificou o processo eleitoral na Venezuela como uma "jornada pacífica, democrática e soberana". Essa posição do PT contrasta com a do Itamaraty, que ainda não reconheceu a declaração de vitória de Maduro feita pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, um órgão controlado pelo chavismo.
Lula destacou que "o PT reconheceu, a nota do Partido dos Trabalhadores reconhece, elogia o povo venezuelano pelas eleições pacíficas que houveram. E, ao mesmo tempo, ele reconhece que o colégio eleitoral, o tribunal eleitoral já reconheceu o Maduro como vitorioso, mas a oposição ainda não. Então, tem um processo. Não tem nada de grave, não tem nada de assustador."
O presidente também criticou a cobertura da imprensa brasileira, afirmando que "eu vejo a imprensa brasileira tratando como se fosse a Terceira Guerra Mundial. Não tem nada de anormal. Teve uma eleição, teve uma pessoa que disse que teve 51%, teve uma pessoa que disse que teve 40% e pouco. Um concorda, o outro não."
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